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15 de Nov de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Ação da polícia combate milícia na zona oeste do Rio de Janeiro - Jornal Brasil em Folhas
Ação da polícia combate milícia na zona oeste do Rio de Janeiro


A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro cumpriu hoje (5) 22 mandados de prisão e 60 de busca e apreensão, no combate a suspeitos de participarem da milícia denominada Liga da Justiça, uma das principais organizações criminosas do estado, que atua principalmente na zona oeste da cidade.

Na ação, denominada Operação Lawless, foram presas até o momento 12 pessoas suspeitas de integrar a organização, entre elas o policial militar Carlos Miranda Rangel, da Unidade de Polícia Pacificadora da Fazendinha (UPP Fazendinha) e três agentes penitenciários, um dos quais é apontado como braço direito de Wellington da Silva Braga, o Ecko, chefe da organização, foragido da Justiça. Também foi preso o ex-PM Ronaldo Santana da Silva, acusado de ser o responsável pelo contrabando dos cigarros.

Comandada pelo delegado Pena Júnior, da 37ª Delegacia de Polícia, da Ilha do Governador, com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e de outras 50 delegacias do estado, a ação mirou o contrabando de cigarros piratas vindos do Paraguai, cuja comercialização era imposta aos comerciantes na zona oeste e também na Baixada Fluminense.

O delegado Pena Júnior, em entrevista na Cidade da Polícia, ressaltou o fato de que os milicianos vêm estendo as suas áreas de atuação e que já tem hoje, na venda de cigarro contrabandeado, uma das suas principais fontes de renda. “O comércio de cigarro vem ganhando vulto, o que levou a que empresas regularizadas do mercado de tabaco viessem a perder cerca de 50% a 60% do mercado por conta do contrabando. Descobrimos e identificamos o principal fornecedor da milícia no estado e que tinha uma tabacaria exclusivamente para o fornecimento de cigarros importados”.

O delegado informou que as investigações tiveram início há cerca de oito meses, quando ele ainda era titular da 35ª DP (Campo Grande), na zona oeste, de onde foi afastado por medida de segurança, após ser ameaçado de morte pelos milicianos. “De lá pra cá nós implementamos várias operações em conjunto com outras delegacias, inclusive as especializadas, período em que demos um baque nessas organizações da ordem de R$ 2 milhões, apreendendo veículos e mercadorias ilegais”.

Com a comercialização forçada dos cigarros, a maioria da marca Gift, e que acabou de tornando um dos negócios mais lucrativos da quadrilha, os milicianos estavam faturando, segundo a polícia, algo em torno de R$ 1,5 milhão por mês.

Dinheiro

O chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, considerou a operação como exitosa, do ponto de vista da estratégia de combate à criminalidade.

“É uma das operações de combate a ações criminosas que têm o diferencial de, além das prisões, ter obtido também no cumprimento dos 60 mandados de busca e apreensão. Foram colhidos farto material e documentação que resultarão em outras operações. Nós acreditamos que, somente com as prisões, sem uma investigação direcionada à parte financeira das organizações criminosas, nós perdemos um pouco da nossa força”.

Segundo Barbosa, a partir de agora “a orientação da chefia de polícia é no sentido de não só prender, mas também ir atrás do dinheiro que retroalimenta essas organizações criminosas. Essa investigação não acaba aqui e outras se sucederam a partir dela para asfixiar essas quadrilhas e estancar os recursos que financiam suas operações”.

O chefe de Polícia Civil ressaltou que o êxito da operação “foi um baque na estrutura da milícia denominada Liga da Justiça, que atua na zona oeste, e que além de praticar as atividades que já conhecemos, está ampliando sua área de atuação para outros segmentos como a venda de cigarros e a grilagem de terras para loteamento”.

Edição: Fernando Fraga

 

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