Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


22 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Países europeus combatem desinformação na web de formas distintas - Jornal Brasil em Folhas
Países europeus combatem desinformação na web de formas distintas


A pouco menos de um ano das eleições para o Parlamento Europeu, marcadas para maio de 2019, o fenômeno das fake news (notícia falsas, em inglês) preocupa líderes, mas não há consenso sobre o que deve ser feito para enfrentar o problema.

Desde 2015, a Comissão Europeia vem discutindo o assunto. No ano passado, foi feita uma consulta pública e, este ano, o grupo de trabalho designado para o tema recomendou que o termo fake news fosse substituído pela palavra desinformação – que engloba informações falsas ou inexatas, criadas para obter lucro ou para prejudicar publicamente alguém ou algo.

Independentemente do termo a ser utilizado, o problema a ser resolvido é de ordem prática: como combater a disseminação de notícias falsas. Mas os países da Europa têm lidado com o tema de formas distintas. E essa discrepância de entendimento se estende à Comissão Europeia, que ainda não conseguiu definir qual será a estratégia a ser adotada.
Inglaterra, Alemanha e França

O governo britânico, por exemplo, criou um departamento especificamente para analisar notícias falsas. A Alemanha legislou sobre o assunto e tem uma lei que prevê multas de até 50 milhões de euros para redes sociais que não impeçam ou previnam a publicação de notícias falsas ou discursos de ódio, racismo ou terrorismo.

O presidente da França, Emmanuel Macron, que já foi vítima durante sua campanha eleitoral, também quer criar uma lei, mas a oposição o acusa de censura e de ferir a liberdade de imprensa.

A proposta francesa visa dar à Justiça a prerrogativa de bloquear notícias falsas nos três meses que antecedem as eleições. Além disso, os juízes teriam 48 horas para decidir sobre a veracidade das reportagens, e os responsáveis poderiam ser penalizados com um ano de prisão, além de multa de 75 mil euros. O texto não agrada a todos e tem gerado calorosas discussões no país.

Comissão Europeia

Em março deste ano, a Comissão Europeia avançou com um relatório que defendia, em vez de alterações legislativas, como aconteceu na Alemanha, um código de conduta adotado conjuntamente por empresas como Twitter, Facebook e Google, em uma espécie de autorregulação do setor. Mas dentro da própria comissão há quem critique esse modelo.
Parlamento Europeu

O impacto da desinformação nas eleições para o Parlamento Europeu é motivo de preocupação - Patrick Seeger/EFE/Direitos reservados

No relatório entregue à comissária Mariya Gabriel, responsável pela Economia e Sociedade Digitais, o Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Notícias Falsas e Desinformação Online sugeriu uma série de recomendações. A primeira delas era justamente sobre a já mencionada substituição do termo fake news, considerado inadequado para captar os problemas complexos da desinformação online, que incluem igualmente conteúdos que combinam informações fabricadas com fatos.

Para o grupo, que envolveu 39 peritos, a divulgação online de inverdades pode colocar em risco os processos e os valores democráticos, além de afetar uma grande variedade de setores, tais como a saúde, a ciência, a educação e as finanças. Os peritos se reuniram com representantes da sociedade civil, das plataformas de redes sociais, das organizações dos meios de comunicação social, dos jornalistas e do mundo acadêmico.

Entre os princípios fundamentais delineados no relatório, as redes sociais deverão garantir a transparência, explicando como funcionam os algoritmos que selecionam as notícias em destaque. Em cooperação com a imprensa, também são incentivadas a tomar medidas eficazes para melhorar a visibilidade das notícias confiáveis e para facilitar o acesso dos utilizadores a esse material.
Consulta pública

Uma ampla consulta pública foi feita entre os dias 13 de novembro de 2017 e 23 de fevereiro de 2018. O objetivo foi avaliar a eficácia das ações atuais dos agentes de mercado e a necessidade de ampliá-las.

Dois questionários estavam disponíveis: um para os cidadãos e outro para as organizações e jornalistas, refletindo a sua experiência profissional de notícias falsas e desinformação online. A consulta pública recebeu um total de 2.986 respostas: 2.784 de indivíduos e 202 de organizações. O maior número de respostas veio da Bélgica, França, do Reino Unido, da Itália e Espanha.

Segundo a pesquisa, a percepção geral é a de que a divulgação da desinformação pelas redes sociais é facilitada porque as notícias falsas se aproveitam das emoções dos leitores (88%), são divulgadas para orientar o debate público (84%) e são concebidas com o objetivo de gerar receitas (65%). Metade dos entrevistados considera que a verificação feita após a publicação da desinformação não constitui uma solução, pois não chegará às pessoas que viram a informação inicial.

Edição: Juliana Andrade

 

Últimas Notícias

Furto de combustível causou explosão que matou ao menos 66 pessoas
Sobe para 399 número de presos por ataques no Ceará
Migrantes desaparecidos em naufrágio no Mediterrâneo já são 114
Aniversário de São Paulo terá programação com diversidade de ritmos
Mais de 600 pessoas levavam gasolina na hora da explosão de oleoduto
Pré-carnaval movimenta foliões nas ruas do Rio
Brasil expressa condolências às famílias das vítimas no México
Marcha das Mulheres reúne milhares pelo mundo

MAIS NOTICIAS

 

ANP aprova credenciamento de empresa certificadora
 
 
Política de combate à inflação foi bem-sucedida, diz presidente do BC
 
 
Marcos Pontes: fusão de Embraer e Boeing preserva interesses do país
 
 
Número de linhas de celular tem maior queda do ano em novembro
 
 
ANP: Petrobras pede prazo maior para definir quais campos vai explorar
 
 
Ex-presidente do Banco Central defende política econômica do governo

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212