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20 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Canecão foi referência para música brasileira e revelou grandes nomes - Jornal Brasil em Folhas
Canecão foi referência para música brasileira e revelou grandes nomes


Inaugurado em 1967, o Canecão foi originalmente concebido como uma grande cervejaria – daí o nome que o consagrou. A casa tornou-se rapidamente uma das principais referências nacionais para espetáculos de médio e grande portes e foi o palco que consagrou nomes da música popular brasileita, como Ellis Regina, Maysa e Chico Buarque, e revelou outros, como Elymar Santos, que pagou para se apresentar no local e lançar sua carreira.

Proprietária do imóvel, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiu a reintegração de posse em 2010, depois de brigar durante muitos anos na Justiça, mas somente em 2013 foi autorizada a usar plenamente o prédio. Até então, a universidade era obrigada a fazer a guarda de bens deixados no local pelo detentor da marca Canecão, Mário Priolli, que morreu no último dia 4, em Cabo Frio, na Região dos Lagos.

Primeiro, a UFRJ investiu na recuperação do telhado do Canecão e na manutenção predial. Depois, passou à preservação da obra A Última Ceia, do cartunista Ziraldo. O painel, pintado em uma das paredes do prédio em 1967, tem 32 metros de comprimento por 6 de altura, e é considerado um dos maiores do gênero no país. Durante anos, a obra ficou escondida atrás de tapumes.

Esse trabalho de preservação do painel é acompanhado pela Escola de Belas Artes e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ. Já foi discutido com Ziraldo que a A Última Ceia seja transformada em um painell, isto é, que possa ser deslocada pelo espaço, embora, segundo o reitor, isso exija certa complexidade.

Parceria inédita

Em nota, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que esta é a primeira vez que a instituição firma parceria com uma universidade para esse tipo de projeto.

O BNDES vai coordenar a realização de estudo visando ao aproveitamento econômico dos terrenos da universidade na capital, levando em consideração a vocação das áreas e a sua integração urbana com a cidade do Rio de Janeiro.

Depois que os estudos forem concluídos e as alternativas de aproveitamento, apresentadas, a universidade decidirá o modelo a ser adotado para posterior licitação ao mercado, com apoio do banco.

As áreas da UFRJ disponíveis e desimpedidas legalmente estão distribuídas em Botafogo, na Praia Vermelha, na Ilha do Fundão e centro da cidade, diz a nota.

*Colaborou Joana Moscatelli, do Radiojornalismo da EBC

Edição: Nádia Franco

 

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