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 Para Jungmann, caso Marielle é complexo pois envolve agentes de Estado - Jornal Brasil em Folhas
Para Jungmann, caso Marielle é complexo pois envolve agentes de Estado


O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou hoje (8) que há uma complexidade em torno da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista que estava com ela Anderson Pedro Gomes, pois envolve agentes do Estado. Quase cinco meses após os assassinatos e com as investigações em curso, Jungmann pediu paciência para as apurações. O ministro, participou em Brasília, da assinatura de parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi questionado por jornalistas sobre o andamento das investigações.

Apesar das dificuldades, Jungmann disse estar confiante que os responsáveis pela morte de Marielle serão punidos. Você tem a necessidade de estabelecer a autoria, digamos assim, intelectual [do crime], obter e coligir provas pra isso. Então essa é a dificuldade que se tem. Já foram citados políticos, já foram citados membros de milícias e agente públicos também. Apenas o que dificulta é a necessidade de você fazer a comprovação de tudo isso. Mas vai chegar a hora da justiça e eu tenho certeza que nós vamos punir os responsáveis pela morte da Marielle.

Jungmann participou nesta quarta-feira, em Brasília, da assinatura de parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e foi questionado por jornalistas sobre o andamento das investigações.

Investigações

O ministro disse que, apesar das dificuldades em se comprovar a autoria, está confiante de que os responsáveis serão punidos. Estou confiante de que serão encontrados executores e mandatários. O que dificulta este caso é a necessidade de comprovação. Temos que produzir provas para punir com cadeia os responsáveis [pelo crime], afirmou.

Em seguida, Jungmann acrescentou que não se pode apressar as investigações: Eles têm que produzir provas e essas provas têm que ser substantivas. Elas têm que passar pelo teste de verificação da promotoria, de advogados, do Ministério Público e do próprio juiz.

Marielle e Anderson foram mortos a tiros na noite de 14 de março, no centro do Rio de Janeiro dentro do carro em que estavam. No próximo sábado (11), a morte de Marielle Franco chega 150 dias.

Há dois dias, a arquiteta Mônica Benício, viúva da vereadora, também falou sobre a necessidade de tempo para que o caso não seja concluído com qualquer solução. Mônica define o crime como político e de poder.

Ela pediu proteção às Nações Unidas e disse que teme pela própria vida, após sofrer ameaças virtuais e pessoais.

Edição: Denise Griesinger

 

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