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23 de Jan de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Há integração entre as polícias no caso Marielle, diz secretário do RJ - Jornal Brasil em Folhas
Há integração entre as polícias no caso Marielle, diz secretário do RJ


O secretário de Estado de Segurança do Rio de Janeiro, general Richard Nunes, disse hoje (14) que a Polícia Federal colabora desde o início com as investigações do caso Marielle Franco, vereadora que foi executada há cinco meses ao lado do motorista Anderson Gomes. Ele lembrou que existe uma integração entre as policiais e que foram os federais que periciaram a munição usada no crime.

“A Policia Federal tem cooperado conosco desde o início, até porque estamos integrados. A própria questão da investigação da munição que foi encontrada, foi colocado um pedido à Polícia Federal, que executou a perícia, temos um diálogo permanente, trabalho permanente, trabalho de inteligência integrado. Desde sempre a Polícia Federal tem participado e cooperado conosco, então não vejo problema nenhum quanto a isso”.

O general disse que o caso é muito complexo e que tinha “relação com a atuação política dela e do grupo que ela pertencia”, decidindo por manter o sigilo desde o início. Nunes afirmou que tem reuniões semanais com a equipe de investigação.

“A Divisão de Homicídio e a Delegacia de Homicídios da capital têm feito um trabalho extraordinário, exaustivo. Da mesma forma que eu presto conta semanalmente ao general Braga Netto [interventor federal na segurança do Rio de Janeiro], semanalmente a Divisão de Homicídios presta conta para mim do avançar dessa investigação”.

Nunes comentou o caso durante o seminário Segurança e Normalidade nas eleições, no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ao responder uma pergunta sobre a oferta feita ontem (13) pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann. O ministro colocou a Polícia Federal e o Ministério Público Federal à disposição do Rio de Janeiro para colaborar nas investigações da morte da vereadora e do motorista.

De acordo com o secretário, já foram produzidos nove volumes de investigação e a dificuldade “é inerente à própria maneira como esse crime foi praticado”. “Ninguém aqui faz promessa de prazos e datas, a nossa promessa é trabalho. E eu sou testemunha do trabalho intenso que a equipe que está investigando esse caso tem realizado”, disse o general.

Edição: Carolina Pimentel

 

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