Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


18 de Mar de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Pesquisas do IBGE vão abordar questões sobre segurança no país - Jornal Brasil em Folhas
Pesquisas do IBGE vão abordar questões sobre segurança no país


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vai incluir na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) questões para permitir a coleta de dados que serão utilizados pela Segurança Pública no Brasil. Além disso, o órgão vai definir os parâmetros para a realização no país da Pesquisa de Vitimização, que não é feita desde 2009.

As duas avaliações foram discutidas em reunião, hoje (28), entre o presidente do IBGE, Roberto Olinto, e o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, na sede do órgão, no centro do Rio.

De acordo com o ministro, na PNAD Contínua poderão ser incluídas questões para saber, entre outros temas, qual é a sensação de segurança que os brasileiros têm, quem se sente vulnerável, quem foi vítima de roubo ou de assalto, se a vítima tem a quem recorrer, se a pessoa já foi agredida e informações sobre feminicídio.

“É preciso ter essas informações para que a gente possa construir uma efetiva política nacional, porque o Susp [Sistema Único de Segurança Pública] será instalado no início de setembro”, disse Jungmann. O Susp, criado em junho deste ano, vai reunir, pela primeira vez no país, dados da União, de estados, de municípios, de todas as polícias, do poder judiciário e do Ministério Público.

Vitimização

A Pesquisa de Vitimização é uma exigência da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) e permite a comparação de país a país e ver como está a situação de cada um globalmente. O presidente do IBGE destacou que nessa abordagem, os pesquisadores vão questionar diretamente as pessoas, mas com o cuidado necessário para evitar qualquer tipo de constrangimento.

Olinto lembrou que muitas vítimas por causa de traumas não vão nem às delegacias para fazer as ocorrências. “Se não tiver a ida ao domicílio, jamais se terá a ideia de qual é a violência que a população está sendo submetida”, concluiu.

Trabalho conjunto

Agora as equipes do IBGE e do Ministério da Segurança vão começar a elaborar o acordo de protocolo para o trabalho conjunto. “Vamos injetar recursos. Esperamos até o fim do ano deixar isso tudo resolvido para, a partir de 2019, começarmos a contar, dentro da PNAD Contínua, com informações básicas sobre a Segurança Púbica e em seguida fazer a Pesquisa Nacional de Vitimização, que nos faz muita falta”, apontou o ministro.

Olinto informou que a partir da escolha das questões, elas já poderão ser incluídas na PNAD Contínua a partir do ano que vem, mas a elaboração da Pesquisa de Vitimização deve levar mais tempo. O presidente afirmou que os técnicos precisarão produzir um mínimo de testes para montar o sistema de informação sobre segurança pública. “Estatística leva algum tempo. A PNAD é em 2019, em 2020 vamos trabalhar no censo demográfico e no planejamento da pesquisa de vitimização para tentar o mais rápido possível botar esta pesquisa em campo. Não vou dizer que é em 2020 ou em 21, mas a ideia é fazer esforços para colocar o mais rápido possível”, disse o presidente do IBGE.

Para o ministro, as pesquisas vão resolver a falta de estatísticas nacionais na área de Segurança do Brasil, resultado das Constituições do país que nunca incluíram nos seus textos a responsabilidade do governo federal sobre esta área.

“Não existem atribuições diretas do governo central, do governo federal, da União com a Segurança Pública. Existe o que chamo de atribuições residuais, como é o caso Polícia Rodoviária Federal, que cuida da fiscalização e do patrulhamento da segurança nas rodovias federais. É o caso da Polícia Federal, que cuida de determinados tipos criminais, mas a Segurança Pública, pela Constituição, é atribuição dos estados”, disse.

Intervenção no Rio

O ministro comentou ainda a influência da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro e comparou a situação do estado com a cidade de Medellín, na Colômbia, que com 382 homicídios por 100 mil habitantes foi a cidade mais violenta do mundo. Segundo o ministro, no Brasil são 30 por 100 mil.

Jungmann informou que a Colômbia precisou de 20 anos para reduzir os números para 25 homicídios por 100 mil, mas ponderou que não estava propondo que o Rio de Janeiro tivesse que passar o mesmo tempo para anotar queda nos índices de criminalidade. Segundo ele, a questão é difícil diante do grau de deterioração do aparato de segurança no Rio de Janeiro.

“Tudo isso, desaparelhamento, falta de recursos, de veículos, de coletes, seja tudo mais, não é possível, como gostaríamos, que a essa altura isso estivesse acontecendo. Agora, tenho certeza que a intervenção vai deixar a segurança do Rio de Janeiro melhor do que recebeu. Há tempo aí para frente para que a gente possa não conviver com este tipo de problema”.

Edição: Sabrina Craide

 

Últimas Notícias

Governo pode adiar proposta de desvinculação do Orçamento, diz Guedes
Famílias de mortos em Suzano são atendidas em centro de acolhimento
DEM abre debate interno sobre participação no governo federal
Boeing suspende operações de aeronaves do modelo que caiu na Etiópia
Witzel recebe pais de Marielle e Anistia Internacional
Senado aprova adesão automática de consumidor ao Cadastro Positivo
Facebook e Instagram ficam instáveis no Brasil e em outros países
Prefeitura de Suzano suspende aulas e decreta luto oficial de 3 dias

MAIS NOTICIAS

 

Sul do Chile enfrenta 45 focos de incêndios florestais
 
 
Governo de Minas oferece suporte psicossocial às vítimas de Brumadinho
 
 
Força Nacional de Segurança começa a deixar o Ceará
 
 
Licitação de ônibus em São Paulo tem contratos de R$ 71 bi em 20 anos
 
 
Força Nacional vai atuar em Belém na primeira quinzena de março
 
 
Fiocruz alerta para agravamento de doenças na população após tragédia

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2017 - BRASIL EM FOLHAS S/A - CENTRAL DE ATENDIMENTO +55 (62) 3040-8212