Pressreader / UOL Banca / Nuvem



Siga, Curta e Compartilhe
#brasilemfolhas - #jonaldodia - #jornaldigital
#jornalbrasil - #newspaperbrazil - #jornalhoje


18 de Abr de 2019 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
Notícias
 Proposta que liberava caça de baleias é derrotada em conferência - Jornal Brasil em Folhas
Proposta que liberava caça de baleias é derrotada em conferência


Terminou hoje (14) a Conferência Internacional da Baleia (CIB), realizada nesta semana em Florianópolis. No último dia, uma votação importante terminou com a garantia da proteção desses animais contra a caça comercial. Com isso, fica mantida a moratória desta prática, com a exceção de casos para subsistência de alguns grupos, como esquimós.

Por maioria de votos, foi derrotada uma proposta apresentada pela delegação japonesa que trazia duas mudanças. A primeira era a criação de um comitê de caça sustentável. O órgão seria responsável por avaliar situações em que a atividade poderia ser permitida e apresentaria à Comissão Internacional da Baleia para avaliação e deliberação.

A segunda proposta era a mudança na forma de votação. Atualmente, para emendar ou alterar a convenção internacional sobre o tema, são necessários três quartos dos votos, ou apoio de pelo menos 75% dos países presentes aos encontros internacionais. Pela redação sugerida pelo Japão, essa exigência cairia para pelo menos 51%, ou maioria absoluta.

Segundo a coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade Fábia Luna, a negativa foi importante para não abrir uma brecha que poderia ser explorada nos anos seguintes.

“Isso acabaria flexibilizando para que na próxima reunião o Japão pudesse ter mais países para votar com eles, por exemplo a queda da moratória”, explica Luna. A moratória é a proibição da caça comercial prevista na convenção e que é questionada pelo Japão e por outros países, como Noruega e Islândia. A delegação brasileira votou contra a proposta japonesa, informou a representante do ICMBio à Agência Brasil.

No encontro foi discutida também a liberação da caça para alguns grupos populacionais com tradição de consumo do animal, como aborígenes. Houve a permissão em alguns casos. Segundo Fábia Luna, o Brasil se absteve por concordar com alguns casos, como o de populações do Alasca, e discordar de outros, como espécies que transitam entre a Groenlândia e a região do Caribe.

Declaração

Ontem (13), as delegações já haviam aprovado a declaração do encontro, que reafirmou a manutenção da moratória da caça comercial. O documento também rejeitou o uso de métodos letais de pesquisa envolvendo o animal, em privilégio daquelas técnicas que não resultem em morte.

Quanto à subsistência de grupos aborígenes, o texto enfatiza que esta deve ir ao encontro dos objetivos de conservação da convenção internacional, levando em conta a segurança de caçadores e o bem estar de mamíferos aquáticos.

Edição: Sabrina Craide

 

Últimas Notícias

Ex-presidente do Peru tenta se matar ao receber ordem de prisão
Ex-presidente do Peru está em estado grave após tentativa de suicídio
Governo argentino lança pacote de medidas para combater inflação
PRF apreende no Rio 300 mil maços de cigarros contrabandeados
Famílias de baixa renda de Brumadinho recebem auxílio emergencial
Governo autoriza uso da Força Nacional para segurança na Esplanada
Chega a 18 número de mortos no desabamento no Rio de Janeiro
Fachin pede manifestação de Moraes sobre inquérito de fake news

MAIS NOTICIAS

 

Copom inicia reunião nesta terça para definir taxa básica de juros
 
 
Mercado reduz projeção de crescimento da economia de 2,28% para 2,01%
 
 
Atividade econômica tem queda de 0,41% em janeiro, diz BC
 
 
Governo lança edital de estudos para concessão de 22 aeroportos
 
 
Governo do Rio anuncia rompimento da concessão do Maracanã
 
 
Conflitos e segurança poderão contar pontos na avaliação de escolas

 

 
 
 
 


ÚLTIMAS EDIÇÕES DO JORNAL BRASIL EM FOLHAS

 
 




© 2008 - 2019 - BRASIL EM FOLHAS S/A - EXPEDIENTE