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11 de Dez de 2018 - Jornal em tempo real - Expediente - Publicidade

 

 
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 Macri pede reflexão para evitar mesma violência da Libertadores - Jornal Brasil em Folhas
Macri pede reflexão para evitar mesma violência da Libertadores


O presidente da Argentina, Mauricio Macri, pediu hoje (3) que seja feita uma profunda reflexão para evitar que a violência volte impeça o país de realizar uma final de futebol. O apelo é uma referência à segunda partida da decisão da Taça Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, que foi transferida de Buenos Aires para Madri.

Foram duros dias os que vivemos no fim de semana passada. O que cabe é uma profunda reflexão por parte de todos. Por que essas coisas nos acontecem e nos permitimos acreditar que, em um jogo, o comportamento deve ser diferente ao da vida diária. Por que toleramos violências às quais não estamos de acordo no dia a dia?, questionou Macri, em entrevista coletiva.

O segundo jogo da final da Libertadores estava marco marcado para o último dia 24, no Monumental de Nuñez, mas o ônibus que levava a delegação do Boca para o estádio foi atacado por torcedores do River, que feriram alguns jogadores.

A Conmebol adiou o duelo em um dia, no primeiro momento, mas depois decidiu remarcá-lo e transferi-lo para fora do território argentino.

Macri, que concedeu coletiva para fazer um balanço sobre a Cúpula dos Líderes do G20, encerrada no sábado (1º), mencionou os maus-tratos sofridos por autoridades, como o presidente da Fifa, Gianni Infantino, que estava em Buenos Aires no dia em que a partida deveria ter ocorrido.

É inaceitável. O que houve na entrada do Monumental com as autoridades do futebol internacional é muito mais grave do que o que houve na rua, opinou.

Porque isso já denota uma degradação. Acho que tem muito mais a ver com a decisão, que é absolutamente independente deles, de nos castigar, não nos deixando ter a final que falta no campo do River, completou o presidente argentino, que se mostrou profundamente chateado com a mudança de local.

Temos que fazer uma profunda reflexão a respeito, e sentir que isso não pode voltar a acontecer, que as autoridades do futebol internacional digam que não podemos realizar uma final no nosso país, lamentou.

O presidente argentino ainda lembrou que o governo do país enviou ao Congresso um projeto de lei para terminar com a violência das torcidas organizadas.

A solução não é pôr cada vez mais policiais na rua, mas prender quem cometer um crime. Garanto a vocês que vão pensar várias vezes antes de voltar a agir assim, afirmou.

Edição: Maria Claudia

 

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