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 Ibovespa sobe quase 6% em semana de foco na votação do impeachment; dólar avança - Jornal Brasil em Folhas
Ibovespa sobe quase 6% em semana de foco na votação do impeachment; dólar avança


SÃO PAULO - O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira (15) e terminou a semana em uma disparada de 5,84%. Os últimos dias foram marcados por uma forte volatilidade na Bolsa e principalmente no dólar. Veja os destaques desses pregões:

Na segunda-feira, o mercado teve uma leve queda, realizando os lucros do rali do impeachment em meio à percepção de que a economia real não sofrerá um impacto inicial pela mudança de governo. Talvez o mercado comece a fazer essa análise de que há muitos problemas estruturais na nossa economia ainda, disse o economista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger.

Já na terça, a Bolsa ganhou força reagindo ao desembarque do PP da base aliada e à notícia de que uma juíza federal suspendeu a nomeação de Eugênio Aragão para o ministério da Justiça.

Na quarta, o índice fechou em alta, com a debandada geral de partidos da base, reforçando o coro dos deputados a favor do impeachment. PP, PSB e PRB anunciaram que iriam votar pelo impedimento após serem cortejados pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

Na quinta-feira, por fim, veio uma correção potencializada pelo contra-ataque do governo ao impeachment, com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, acionando o STF (Supremo Tribunal Federal) para anular o processo. A decisão, contudo, acabou desfavorável para o Planalto: 8 votos a 2 a favor da continuidade do processo.

Nesta sexta O Ibovespa terminou este pregão em alta com todo o mercado à espera da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados no domingo (17). O processo foi reforçado ontem após o governo ser derrotado no STF em ações que tentavam barrar o impedimento. Placares do Globo, da Folha e do Estado de S. Paulo, mostram a oposição com maioria para emplacar o processo. Além disso, especulações sobre nomes para a equipe econômica de um eventual governo Michel Temer animam investidores. Lá fora, as bolsas internacionais realizaram ganhos.

O benchmark da bolsa brasileira subiu 1,56%, a 53.227 pontos. O volume financeiro negociado foi de R$ 8,696 bilhões. Já o dólar comercial avançou 1,38% a R$ 3,5225 na compra e a R$ 3,5240 na venda, enquanto o dólar futuro para maio tem alta de 1,31% a R$ 3,546. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 tem queda de 4 pontos-base a 13,61%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 opera em alta de 4 pontos-base a 13,06%.

Delação de Odebrecht Marcelo Odebrecht, presidente da empreiteira que está sendo investigada pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, começou a prestar depoimentos há duas semanas como delação premiada. Para que o acordo seja homologado pela Justiça, Marcelo Odebrecht precisa confessar todos os crimes que tenha praticado e revelar fatos relevantes ainda desconhecidos pela Lava Jato. Ele está preso na sede da PF em Curitiba.

STF Após sete horas de sessão, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou hoje (15) cinco ações contestando a votação do pedido de abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, previsto para domingo (17). A sessão começou às 18h e terminou à 1h. Ações impetradas pela AGU (Advocacia Geral da União) e por partidos da base aliada tentaram barrar o andamento do processo do impeachment, marcado para ser votado neste fim de semana, mas a maioria do Supremo decidiu manter o processo. Além disso, destaque para outra notícia: de acordo com mapeamento feito pelo Estadão e o Globo, o impeachment tem 342 deputados a favor, o suficiente para passar na Câmara.

Fazenda e BC sob Temer Estão permanentemente na imprensa os nomes dos ex-presidentes do Banco Central Henrique Meirelles e Armínio Fraga -- por mais que o último negue disposição em aceitar eventual convite --, do ex-secretário de política econômica da Fazenda Marcos Lisboa ou até o presidente da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos), Murilo Portugal para ocupar o Ministério da Fazenda sob Temer. O economista-chefe do Itaú Unibanco, Ilan Goldfajn, ganharia o Banco Central, no lugar de Alexandre Tombini.

Plenário da Câmara A permanência de Dilma à frente do país começa a ser debatida hoje pelo plenário da Câmara dos Deputados. A primeira sessão de análise da admissibilidade do processo de impeachment está marcada para as 8h55, com a exposição, por 25 minutos, do jurista Miguel Reale Junior, um dos autores da denúncia contra a presidente. Em seguida, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, fará a defesa de Dilma, também por 25 minutos. De acordo com o regimento da Casa, os tempos são improrrogáveis. Paralelamente às apresentações da acusação e da defesa, a partir das 9h será aberto prazo para que os deputados interessados em discursar sobre o processo se inscrevam na Mesa Diretora. As inscrições serão encerradas às 11h. Os inscritos poderão se manifestar da tribuna da Câmara, por três minutos, no sábado (16), em sessão marcada para ter início às 11h, conforme cronograma definido pelo presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os líderes partidários.

Bateria de dados da China A economia chinesa desacelerou ainda mais no começo do ano, de acordo com dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (horário local), na mais nova indicação de que o governo pode precisar tomar mais medidas para impulsionar o crescimento. O produto Interno Bruto (PIB) da China cresceu 6,7% no primeiro trimestre de 2016, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas. O número veio em linha com a média de crescimento prevista por 14 economistas consultados pelo The Wall Street Journal. Foi a expansão trimestral mais lenta para a China desde o primeiro trimestre de 2009, quando a economia cresceu 6,2%, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O banco central chinês cortou sua taxa de juros em seis ocasiões desde novembro de 2014, em um esforço para impulsionar a economia. O governo também acelerou projetos de infraestrutura e entrou com medidas para diminuir os fardos financeiro e fiscal das empresas do país.

 

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