UE não obtém garantias sobre tarifas anunciadas pelos EUA

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A União Europeia (UE) não obteve neste sábado garantias de que ficará isenta das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sobre o aço e alumínio, após advertir os Estados Unidos sobre os riscos de uma guerra comercial.

Os europeus expressaram hoje sua decepção ao representante americano do Comércio, Robert Lighthizer, que viajou a Bruxelas para uma reunião já prevista com a comissária europeia do ramo, Cecilia Malmstrom, e o ministro japonês da Economia, Hiroshige Seko.

Assim como a UE, o Japão exige isenção das taxas anunciadas na última quinta-feira por Trump, de 25% sobre a importação de aço e 10% sobre a de alumínio.

Foi uma discussão franca, mas não obtivemos clareza imediata sobre o procedimento para ficarmos isentos, e as negociações continuarão na próxima semana, anunciou Malmstrom no Twitter após o encontro, de quatro horas.

Somos um aliado próximo e um sócio comercial dos Estados Unidos, e, como tal, a União Europeia deve ser excluída das medidas anunciadas pelo presidente Donald Trump, insistiu Malmstrom.

O encontro também abordou a cooperação entre os três parceiros para lutar contra o dumping e os problemas envolvendo a sobrecapacidade no setor siderúrgico. A delegação europeia considerou que houve bons resultados nesta parte da reunião, e espera que Trump leve em conta seus esforços.

Embora nem europeus, nem japoneses esperassem uma decisão hoje, quiseram aproveitar para pressionar os americanos. Eles exigem uma isenção das novas tarifas e rejeitam a condição de um acordo sobre a segurança, como o imposto pelo presidente americano à Austrália.

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu Trump nesta sexta-feira sobre as consequências de sua decisão.

Tais medidas contra países aliados, que respeitam as regras do comércio mundial, não seriam eficazes para lutar contra as práticas desleais, afirmou.

A Europa responderá de forma clara e proporcional a qualquer prática infundada e contrária às regras do comércio mundial, completou.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, reconheceu ontem que não esperava ver tudo resolvido com esta reunião.

Mas precisamos de esclarecimentos e iniciar um diálogo com os Estados Unidos, a fim de evitar uma escalada para um conflito comercial global, disse.

O modo como vai funcionar o processo de isenção não está muito claro. Mas eu espero que ninguém tenha a expectativa de que faremos concessões em questões comerciais, destacou Katainen.

Isto não é uma negociação comercial. Estamos falando de uma ação unilateral contra as regras internacionais. Queremos resolver antes que se transforme realmente em um problema.

Katainen mencionou que a UE está pronta para utilizar, se necessário, medidas de reequilíbrio contra produtos americanos emblemáticos, como jeans, motos de grande cilindrada ou manteiga de amendoim.

A estratégia do Executivo da UE também passa por adotar medidas de salvaguarda, para proteger a indústria europeia de um eventual desvio das exportações de terceiros países apontados por Washington, e por uma demanda na Organização Mundial do Comércio (OMC).

zap/csg/ple/an-jz/sgf/pa/fp/lb

O representante do Comércio americano, Robert Lighthizer, desembarcou neste sábado em Bruxelas para uma reunião, que já estava prevista há vários meses, como Malmstrom e com o ministro japonês da Economia Hiroshige Seko. O Japão, assim como a UE, exige isenção para o país das tarifas americanas.

Foi uma discussão franca sobre o grave problema que as tarifas americanas representam, destacou Malmstrom.

Trump anunciou na quinta-feira a decisão de impor tarifas de importação de 25% para o aço e 10% para o alumínio.

A Europa exportou 5,3 bilhões de euros em aço e 1,1 bilhão de euros em alumínio para os Estados Unidos em 2017.

Aliados e rivais dos Estados Unidos criticam desde quinta-feira uma guinada protecionista de Washington e um ataque ao livre comércio.

Europeus e japoneses exigem uma isenção das novas tarifas e rejeitam a condição de um acordo sobre a segurança, como o imposto pelo presidente americano à Austrália.

O presidente francês, Emmanuel Macron, advertiu Trump na sexta-feira sobre as consequências de sua decisão.

Tais medidas contra países aliados, que respeitam as regras do comércio mundial, não seriam eficazes para lutar contra as práticas desleais, afirmou.

A Europa responderá de forma clara e proporcional a qualquer prática infundada e contrária às regras do comércio mundial, completou.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, admitiu na sexta-feira que não esperava ver tudo resolvido com esta reunião.

Mas precisamos de esclarecimentos e iniciar um diálogo com os os Estados Unidos, com o objetivo de evitar uma escalada para um conflito comercial global, disse.

O modo como vai funcionar o processo de isenção não está muito claro. Mas eu espero que ninguém tenha a expectativa de que faremos concessões em questões comerciais, destacou Katainen.

Isto não é uma negociação comercial. Estamos falando de uma ação unilateral contra as regras internacionais. Queremos resolver antes que se transforme realmente em um problema.

Katainen mencionou que a UE está pronta para utilizar, se necessário, medidas de reequilíbrio contra produtos americanos emblemáticos como jeans, motos de grande cilindrada ou manteiga de amendoim.

A estratégia do Executivo da UE também passa por adotar medidas de salvaguarda, para proteger a indústria europeia de um eventual desvio das exportações de terceiros países apontados por Washington, e por uma demanda na Organização Mundial do Comércio (OMC).
– BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 54916

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