Delegada diz que confissão não define investigação de morte de pastor

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A titular da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí, Barbara Lomba, disse hoje (21) que a confissão dos filhos do pastor Anderson do Carmo Souza, assassinado no último domingo (16), não é uma prova definitiva para a investigação. A motivação do crime, por exemplo, ainda não está definida, e as informações obtidas em depoimentos precisam ser confirmadas com laudos periciais e outras provas materiais.

Flávio dos Santos Rodrigues e Lucas Cezar dos Santos Souza tiveram prisão decretada ontem (20) pela Justiça do Rio. Segundo a delegada, Flávio confessou ter atirado no pastor, que é marido da deputada federal e cantora gospel Flordelis (PSD), que estaria no terceiro andar da casa e não teria presenciado o crime. Lucas teria ajudado a obter a arma.

Ele [Flávio] assumiu ter atirado, mas a confissão não vai definir [o resultado da investigação], e há ainda que se esclarecer como foi essa execução. A narrativa não define. A motivação, por exemplo, não está definida, disse a delegada, em uma entrevista coletiva à imprensa na porta da delegacia. Temos muito trabalho a fazer ainda.

Barbara evitou revelar mais detalhes dos depoimentos já colhidos e disse que mais pessoas serão ouvidas. A delegada ponderou que é preciso entender ainda o envolvimento afetivo e os interesses por trás do crime. Relatos, sobretudo de pessoas que estão ali envolvidas afetivamente e que nós ainda não esclarecemos interesses que podem estar envolvidos, não vão definir investigação.

Celular desaparecido

O inquérito já permitiu concluir que o pastor chegou em casa, foi ao closet trocar de roupa e voltou ao carro, quando foi atingido por tiros. Foram encontrados nove estojos de munição de pistola 9 mm na garagem e uma arma de mesmo tipo, que ainda precisa ser confirmada pela perícia como a arma do crime. O celular da vítima desapareceu após o crime, assim como o telefone do filho que confessou ter atirado no pastor.

O celular da vítima não foi encontrado até hoje. No primeiro minuto, uma das primeiras medidas foi tentar reaver esse celular. Lá, haveria informações importantíssimas.

A polícia ainda não confirmou quantos tiros atingiram o pastor. Foram encontradas 30 perfurações em seu corpo, mas a perícia ainda precisa confirmar quantas são de entrada e quantas são de saída dos projéteis. Não podemos afirmar que houve nove tiros.

A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa e encontrou um pequeno incêndio em que papéis estavam sendo queimados. Segundo a delegada, a perícia trabalha para recuperar informações que foram destruídas.

* Com informações de Carol Barreto, do Radiojornalismo da EBC

Edição: Fábio Massalli – BRASIL EM FOLHAS COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS – I3D 76717

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