Covid-19: MS concluirá plano de vacinação após registro de imunizantes

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Ato a ser realizado hoje (1º), às 14h, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, vai lembrar o Dia Mundial de Luta contra a Aids, instituído em 1988 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O Grupo pela Vidda-RJ, que organiza o movimento, fará a distribuição de máscaras de proteção individual para a população de rua e prestará orientações sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), HIV/Aids e covid-19, além de realizar testagem rápida de HIV com fluido oral e distribuição de autoteste do HIV.
A conclusão do plano nacional de vacinação contra a covid-19 no país depende do registro das vacinas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A informação foi dada nesta terça-feira (1) pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros.

“É fundamental pensarmos que esse plano operacional para a vacinação da covid-19 só ficará definitivamente pronto, fechado, quando tivermos uma vacina, ou mais de uma, que esteja registrada na Anvisa. Para isso, ela [vacina] precisa mostrar seus dados de segurança e eficácia para a população brasileira”, afirmou o secretário.

Segundo o Ministério da Saúde, uma das características importantes para o registro da vacina contra a covid-19 é que ser termoestável. Desejamos que a vacina seja fundamentalmente termoestável por longos períodos, em temperaturas de 2 a 8 graus, porque a nossa rede de frios é montada e estabelecida com essa temperatura, lembrou. Redes de frios são os refrigeradores que armazenam as vacinas pelos municípios brasileiros.

Também estão entre os critérios para liberação da vacina segurança, proteção contra doença grave e moderada, eficácia, indução de memória imunológica, possibilidade de uso em todas as faixas etárias e grupos populacionais, proteção com dose única e que ela acrescente tecnologia com baixo custo de produção.

Ainda durante entrevista coletiva nesta terça-feira, Armando Medeiros lembrou os dez eixos prioritários que vão guiar a campanha de vacinação dos brasileiros. O objetivo é imunizar, tão logo uma vacina segura seja disponibilizada, os grupos com maior risco de desenvolver complicações e óbitos pela doença e as populações mais expostas ao vírus.

O público-alvo será detalhado apenas após a conclusão dos estudos de Fase 3 dos imunizantes testados. “Só assim conseguiremos avaliar em quais grupos [a vacina] teve maior eficácia”, afirmou.


O coordenador-geral do grupo, Márcio Villard, destaca que é preciso enfrentar a estigmatização das pessoas que vivem com o HIV, para garantir que tenham acesso à saúde e à cidadania.

Que não tenhamos mais o estigma e discriminação, que não haja sentença de morte, e, sim, sentença de vida, que é o que acreditamos para todos, não só hoje, mas todos os dias, afirmou.

O Brasil enfrenta a epidemia de aids há 40 anos e, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Saúde, 920 mil pessoas vivem com HIV no país. O ministério estima que 89% desses casos foram diagnosticados e 77% deles já estão em tratamento com antirretrovirais. Entre os que estão em tratamento com esses medicamentos, 94% já não transmitem mais o HIV, por terem carga viral indetectável.

Que hoje, mesmo durante a pandemia, a gente se lembre e lute contra essa epidemia que ainda é tão cara e contra a qual precisamos lutar todos os dias, disse Villard.

– Karine Melo – Repórter da Agência Brasil – YWD 12668

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