Os medalhistas olímpicos em canoagem velocidade Isaquias Queiroz e Erlon Souza ficarão até o dia 26 de fevereiro na cidade de Capitólio, Minas Gerais. É lá que, orientados pelo técnico Lauro Júnior e acompanhados pelo auxiliar-técnico Nivalter Santos, eles aproveitaram o começo do ano para mudar um pouco a rotina e aprimorar a preparação para os Jogos Olímpicos. Além dos multicampeões, também participam dos treinos os atletas Jacky Godmann, Felipe Santana e James Marcelo. O local tradicional de treinos da equipe é a cidade de Lagoa Santa, também em Minas Gerais.

“A lagoa lá é um pouco menor e isso acaba complicando o treinamento de grande quilometragem porque temos que dar muitas voltas. E aqui não. É importante ganhar quilometragem e ficar mais resistente para os outros tipos de treino que vamos ter”, analisou Isaquias, campeão mundial em 2019, à assessoria do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

“Aqui é mais isolado. A gente consegue se alimentar bem, descansar e fazer um excelente treinamento nesse formato de bolha. Foco total no treino”, explicou Erlon, à equipe do COB.

Capitólio foi uma saída encontrada pela equipe técnica para amenizar os problemas causados pela pandemia do novo coronavírus e as mortes do técnico espanhol Jesus Morlan e do presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini. “Eu vejo que a gente se fortaleceu. Estávamos tendo grandes resultados com Jesus desde que ele chegou em 2013. O Lauro continuou esse ótimo trabalho e, em 2019, consegui meu primeiro título mundial no C1 1000m. Logo depois, a gente estava se sentindo bem preparado pra Olimpíada, e aí chegou a pandemia. Acabou tendo a complicação de mais um ano de treinamento. Para completar veio o falecimento do João Tomasini, o presidente da Confederação, com quem eu tinha uma grande amizade”, relatou Isaquias ao pessoal do COB

Próximo passo é a transição para raia
Em março, quando a dupla voltar à base em Lagoa Santa, vai iniciar uma nova fase de treinos específicos na raia. “Esse período em Capitólio foi de base, de volume, para ganhar resistência. O próximo passo que é a transição para a raia. Sempre procuramos melhorar alguma coisa pra chegar na técnica perfeita, qualquer detalhezinho é importante”, disse Erlon, à equipe de comunicação do COB.

“Hoje a minha preocupação é tentar manter o máximo de qualidade da remada. Melhorar a amplitude da remada, o arrasto sem fazer tanta força no braço”, contou Queiroz ao COB. – Juliano Justo – Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional – YWD 985983