A Safra de Grãos 2020/21 deve ter um crescimento de 4,4% em relação ao ciclo anterior, podendo alcançar 268,3 milhões de toneladas, 11,4 milhões de toneladas a mais que o obtido em 2019/20. O levantamento foi apresentado, nesta quinta-feira (11), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Já o crescimento da área total plantada é estimado em 2,7% em relação à safra anterior.

“Nós estamos crescendo a produção de grãos no Brasil, e, principalmente, crescendo a produtividade. E quando crescemos a produtividade, estamos aumentando a eficiência dos fatores de produção, incluindo terra, incluindo os fatores químicos, fertilizantes. Quer dizer, a agricultura brasileira está crescendo com sustentabilidade”, explicou o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sergio De Zen.

O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Silvio Farnese, ressaltou que a produtividade é a “tônica” da agricultura brasileira. E comentou que o crédito rural oferecido pelo Governo para investimento mostra isso. “Os grandes investimentos já se esgotaram por conta da demanda dos produtores que cada vez mais entenderam e estão visivelmente interessados em melhorar a produtividade no aspecto de mecanização, de utilização de irrigação, adubação”, afirmou.

A pesquisa foi feita na última semana de janeiro, e mostra que neste momento está em andamento a colheita das lavouras de primeira safra.

Resultado de algumas culturas:
Milho – produção esperada na primeira safra de 23,6 milhões com uma redução de 0,8% da área cultivada. Com a segunda e terceira safra, o esperado é a colheita de 105,5 milhões de toneladas, 2,9% a mais que a safra anterior.

Soja – a estimativa para esta safra é de uma produção de 133,8 milhões de toneladas, em uma área de 38,3 milhões de hectares, 3,6% maior do que a passada.

Feijão – produção na primeira safra estimada em 1 milhão de toneladas. Com as três safras, pode chegar a 3,2 milhões de toneladas.

Arroz – produção de 10,9 milhões de toneladas, com uma redução na área cultivada de 2,3%.

– Agência Brasil – YWD 985880