Série “É coisa da gente”, nas redes sociais do Legislativo goiano, mostra a pujança econômica da Feira Hippie

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O nome vem de uma época distante, coisa de 50 anos atrás, quando o movimento “Hippie”, influenciado pelo Festival de Música de Woodstock, ganhava adeptos mundo afora. O movimento, iniciado nos Estados Unidos da América (EUA), pregava uma revolução cultural e de costumes e contestava o modo de vida capitalista: os jovens hippies preferiam a natureza à fumaça das cidades, o rock ao barulho das metralhadoras, o sexo à violência da polícia. Eles difundiam a paz e o amor. Eram pessoas ligadas à arte e que vendiam sua produção artesanal em pequenas feiras espalhadas pelo mundo.
Em Goiânia, a Feira Hippie primeiro foi realizada no Parque Mutirama, depois na Praça Universitária e, mais tarde, na Praça Cívica. Nos primórdios, também era comum acontecer no espaço da feira apresentações musicais, saraus de poesia e rodas de capoeira, tudo gratuito e ao ar livre, bem ao estilo dos ditames da cultura hippie.   
Aos poucos, outros comerciantes foram se juntando aos artesãos, oferecendo uma variedade maior de produtos. E com o crescimento no número de expositores, a feira, que na época acontecia aos domingos de manhã, teve que ser deslocada para a Avenida Goiás. Alguns anos se passaram, mais comerciantes chegaram e a feira, que de hippie, só ficou o nome, tomou proporções que desafiaram (e ainda desafiam) o ordenamento urbano da cidade. Foi então, uma outra vez, deslocada para um espaço mais amplo: a Praça do Trabalhador. 
A Feira Hippie ficou tão grande que é considerada a maior feira ao ar livre do Brasil e da América Latina e conta com aproximadamente 7 mil barraquinhas. É fonte de renda para milhares de famílias. A feira abriga pessoas que têm licença para vender seus produtos e comerciantes que atuam sem consentimento do poder público. Ela também é ponto comercial certeiro para ambulantes que ficam à sua volta com seus carrinhos, caixas de isopor, toalhas no chão, servindo de base para a exposição de diversos produtos e, também, para os chamados “flanelinhas”, que faturam seus trocados oferecendo vagas de estacionamento disputadíssimas. 
Na Feira Hippie, o forte é a moda. Com preços atrativos, atrai excursões de todo o Brasil e da América do Sul e, tamanho potencial, provocou o surgimento de outras feiras, como a da Madrugada. A feira também foi um forte indutor do crescimento de um polo comercial na região do seu entorno, voltado para o vestuário, calçados e acessórios.
Hoje, grandes, médias e pequenas galerias com milhares de lojas e boxes, são responsáveis por um faturamento na casa dos bilhões de reais. Segundo um levantamento da Associação Empresarial da Região da 44 (AER44), o faturamento anual dos lojistas, em 2019, foi de quase R$ 7 bilhões. 
A Feira Hippie é uma marca de Goiânia e do nosso estado e essa semana estampa a campanha "É coisa da gente", publicada semanalmente nas redes sociais da Assembleia Legislativa. A série mostra manifestações genuinamente goianas, valorizando, assim, nossa cultura, nossa gente, nosso jeito de ser. As postagens são feitas todas as sextas-feiras no Facebook, Twitter e Instagram.
 

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