Lira sobre denúncias da Covaxin: se tiver algo de errado, as provas devem ser apresentadas

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Reprodução/YouTube
Lira: “Quem cometeu seus erros vai pagar”

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comentou as denúncias envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin. De acordo com dados do Tribunal de Contas da União (TCU), a Covaxin foi a vacina mais cara negociada pelo governo federal até agora: R$ 80,70 a unidade, valor quatro vezes maior que a vacina da Fiocruz, a AstraZeneca. Lira confirmou que foi informado sobre a denúncia pelo deputado Luís Miranda (DEM-DF), cujo irmão é servidor do Ministério da Saúde e apresentou supostas provas a ele. O presidente afirmou que, se o deputado tem provas de irregularidades da compra do imunizante, deve apresentá-las.

“[Eu disse a ele]: se você sabe e tiver algo errado, detone, traga a público, se tem base, se tem fundamento partindo do seu irmão, denuncie, traga a público e quem tiver feito algo de errado está pego, vai pagar. Todo ato tem consequência”, disse Lira, após ser questionado sobre o tema em entrevista da Casa Jota nesta quinta-feira (24).

“O caminho normal é instauração de um inquérito na Polícia Federal, com todas as provas para subsidiar as investigações. Se forem verdadeiras, achem os responsáveis. Se não for, cada um que responda por seus atos e aguente as consequências”, ponderou.

CPI e Impeachment
Lira voltou a afirmar que não é o momento para uma Comissão Parlamentar de Inquérito apurar irregularidades na condução da pandemia. Segundo ele, o colegiado tem agido de forma parcial, e os esforços deveriam estar concentrados na busca de vacinas e na superação econômica causada pela crise sanitária.

“Quem cometeu seus erros vai pagar. Quem errou vai ser pego. Os rastros não serão apagados, mas o momento não é adequado para uma CPI. É político, num tom parcial”, criticou.

Questionado sobre a abertura de processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, Lira afirmou que o pedido é um ato extremo e não há condições políticas para isso. Segundo ele, os pedidos, em sua maioria, são inconsistentes, não têm sustentação jurídica. Segundo Lira, não há instabilidade na base do presidente da República que leve a aprovação do impeachment. Ele lembrou ainda que vários ex-presidentes da Republica viveram momentos de crise e nem por isso os pedidos de impeachment prosperaram. “Não é uma decisão pessoal que vai instabilizar o País neste momento”, destacou Lira.

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