Fisioterapeutas orientam sobre o home office em palestra promovida pela Escola do Legislativo

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A Escola do Legislativo, unidade do Legislativo estadual, promoveu na manhã desta sexta-feira, 13, a palestra on-line acerca do tema: “Fisioterapia laboral em tempos de pandemia: Mantendo a saúde em dia no home office”, voltada a todos os servidores do Parlamento de Goiás.

A principal temática abordada durante o evento foi o home office, que de uma forma alternativa de trabalho, se tornou quase que exclusiva, em algumas áreas de atuação, durante a pandemia de covid-19. Os profissionais trataram dos benefícios e dos prejuízos provocados pelo trabalho remoto quanto à produtividade e às doenças mentais em função da falta de convívio social.

Ao conduzir a atividade, a chefe da Seção Pedagógica da Escola do Legislativo, Milena Alves da Costa apresentou os profissionais de fisioterapia, além das explicações para que os servidores da Alego adquiram o certificado. Para tanto, devem fazer um print da tela da atividade, junto com o número de matrícula e encaminhar para o e-mail: [email protected]

Além disso, também foi abordado o impacto do home office sobre a saúde do trabalhador, os desafios para as empresas na pandemia, a atuação da fisioterapia laboral no home office e ginástica laboral, com dicas de exercícios e de adaptações ergonômicas.

A fisioterapeuta Tássia Cristina de Oliveira Furtado apresentou uma animação que mostrou a importância das adaptações no ambiente home office, para uma melhor qualidade dos resultados no trabalho e das condições físicas e emocionais dos servidores. Na oportunidade, assinalou o trabalho realizado pelo Serviço Especializado de Medicina e Segurança do Trabalho (Sesmt) da Alego, que fez um balanço das atividades antes da pandemia e a orientação com exercícios postados por na intranet, a fim de melhorar as condições físicas dos trabalhadores, além das adaptações que podem ser feitas para melhorar as condições de trabalho de forma geral.

 

Ergonomia

A fisioterapeuta abordou, ainda, a importância da ergonomia nas adaptações dos locais de trabalho (home office), para melhorar o bem estar e conforto do trabalhador, e aumentar o desempenho no resultado do trabalho.  “Fique atento aos sinais do corpo, como dores na cervical, formigamento no punho”, exemplifica e orienta que a organização no espaço do trabalho ajuda na melhora do quadro.

Dentro da ergonomia, Tássia orientou sobre a mesa de trabalho, em que o cotovelo deve estar alinhado à borda da mesa, com espaço suficiente para as pernas, ser organizada, com objetivos de maior uso, mais próximos, na zona de alcance. “Para não comprimir os punhos na borda, podemos usar uma toalha, ou até mesmo feito com EVA”, disse a fisioterapeuta.

Outro cuidado é com a escolha da cadeira, com ajuste da altura, para maior distribuição do peso, além de apoio de braços, giratória e com rodízios. “Se necessário o apoio para os pés, a fim de manter o ângulo de 90º das pernas. Além disso, a posição do monitor, para que o mesmo esteja ajustado à linha dos olhos”, orienta Tássia.

Além disso, a fisioterapeuta lembrou da importância das pausas e da realização de exercícios para melhorar a postura e descansar os músculos do corpo e da parte mental, e ainda manter o conforto e organização do local de trabalho. A cada 50 minutos de trabalho intenso, 10 minutos de pausa. “Sempre ficar atento ao desconforto do corpo”, alerta. Além de manter a hidratação. No encerramento, realizou uma prática de exercícios para os participantes do evento.

 

Vantagens X desvantagens

Em sua participação, o professor Guilherme Filipe Fontinelli Andrade assinalou a primeira utilização de home office, no início do século XX. Além disso, falou sobre como a facilidade de comunicação faz com que os trabalhadores, muitas vezes, até excedam os horários convencionais de trabalho.

Redução de custos para empresas, em aluguel, energia, água e outras despesas, maior produtividade com menos interrupções, possibilidade de contratação de talentos, sem limites geográficos, flexibilidade do trabalhador com cumprimento de metas foram algumas das vantagens apontadas por Guilherme. O fisioterapeuta também tratou das desvantagens, como: dificuldade de manter o foco, com crianças pequenas, falhas de comunicação, mudanças de trabalho em equipe, falta de definição entre trabalho e lazer, e ainda, o isolamento social e a falta de estrutura ergonômica, por conta da falta de conhecimento do que deve ser feito.

Quanto ao impacto na saúde, Andrade também falou que era esperado por especialistas maior qualidade na alimentação. “Mas houve redução, por conta dos fatores psicológicos, as pessoas passaram a comer mais”, disse. “Em relação à atividade física, muitos deixaram de dar atenção a esse quesito, e ainda, com a redução da socialização, ansiedade e depressão foram potencializados. Isso leva à alteração do sono e da saúde”, explicou, ao mencionar que durante a pandemia, os registros apontam que 60% dos brasileiros estão sedentários.

No entendimento de Guilherme, os impactos negativos do home office são problemas de visão, com fadiga muscular, inflamação dos olhos, dores nas costas, pescoço e cabeça, além da baixa exposição ao sol. “O que pode afetar a saúde no geral, no decorrer do tempo”, disse.
Além disso, abordou a prática de ginásticas laborais, o acompanhamento virtual a fim de oferecer melhor qualidade de saúde aos trabalhadores. O fisioterapeuta também realçou a dificuldade da adesão dos servidores, mesmo com o trabalho presencial.

 

Profissionais

Tássia Cristina de Oliveira Furtado é fisioterapeuta pela Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), pós-graduou-se em Ergonomia e Saúde do Trabalhador e em Fisioterapia Traumato Ortopédica, além de contar com formação em pilates e especializanda em osteopatia.
Guilherme Filipe Fontinelli Andrade também é fisioterapeuta pela Universidade Estadual de Goiás (UEG), especialista em Terapia Intensiva pelo Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás (UFG), e atua como fisioterapeuta na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) e no Hospital das Clínicas (UFG/EBSERH).

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