Nova série “Eu amo Cerrado”, nas redes sociais da Assembleia, destaca um símbolo goiano: o pequizeiro

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Nova série nas redes sociais da Assembleia Legislativa traz publicações sobre o Cerrado, um dos biomas mais importantes do País. Semanalmente, a flora, a fauna e tudo mais relacionado ao bioma predominante no nosso estado estarão nas postagens da campanha “Eu amo Cerrado”. E para começar muito bem, o destaque dessa semana é para a árvore que dá um dos frutos mais simbólicos da nossa culinária: o pequizeiro.

Um dos maiores representantes da cultura goiana, especialmente quando o assunto é culinária, com o pequi não há meio-termo: ou se gosta muito ou se detesta. Mas mesmo quem não aprecia o sabor forte e característico do fruto reconhece o pequi como símbolo da nossa gastronomia. Dos frutos do nosso Cerrado, o pequi é o mais conhecido e, sem dúvida, o mais apreciado.

Amplamente utilizado na cozinha goiana e, também, na tocantinense e na mineira, há uma extensa lista de receitas em que o pequi marca presença, seja como protagonista ou coadjuvante: além dos tradicionais “arroz com pequi” e “frango com pequi”, o fruto é usado em licores, sorvetes, conservas, pastas, cremes, farofas, dentre outros. Receitas mais arrojadas e adaptadas, como a lasanha de pequi e o brigadeiro de pequi, também já estão nos cardápios. E quem diria, o fruto também serve de matéria-prima até para ração de cachorros e gatos.

Para além do sabor, o pequi tem diversos benefícios para a saúde. Sua polpa tem o dobro de vitamina C de uma laranja e é rica em vitaminas A, E e carotenóides, portanto é um aliado no combate ao envelhecimento e na prevenção às doenças associadas à visão. A amêndoa, que fica no interior do fruto, abaixo da camada de espinhos, é utilizada na fabricação de um rico óleo que possui ação anti-inflamatória, cicatrizante e gastroprotetora. O óleo é aromático e pode ser utilizado na produção de cosméticos. Além disso, a castanha do pequi tem diversas outras utilidades: pode ser apreciada in natura, torrada, com sal ou caramelizada. Da castanha também se fabrica licor, de cor mais clara que o da polpa.

E não para por aí. O pequizeiro é um dos destaques da nossa flora.  Frondosa e de grande beleza, a árvore do pequi pode chegar a 20 metros de altura. Tem copa ampla, tronco retorcido e flores branco-amareladas. Além do fruto, outras partes do pequizeiro também são úteis: a madeira é de boa durabilidade, sendo utilizada, por exemplo, na construção de casas e cercas; as flores servem de alimento para os animais; a casca produz corante de ótima qualidade e, assim como o óleo da polpa, as folhas têm diversos usos medicinais.

Isso tudo sem falar na importância econômica para as populações agroextrativistas e para as economias locais. Catadores e comerciantes de pequi chegam a obter até 80% de sua renda anual na cadeia produtiva do fruto.

No Legislativo goiano, projetos reconhecem a importância que o pequi e o pequizeiro representam para o nosso estado. A Lei nº 19.526/2016, originária de propositura assinada pela deputada Delegada Adriana Accorsi (PT), transformou a árvore em símbolo do nosso Cerrado. Já a matéria de nº 3839/21, do deputado Karlos Cabral (PDT), quer declarar a gastronomia e a cultura do pequi como patrimônio cultural imaterial goiano.

Por tudo isso, o pequizeiro merece destaque na campanha “Eu amo Cerrado”. A publicação nas redes sociais também propõe interação com os seguidores, com a seguinte pergunta: “Goiano raiz tem que gostar de pequi”? Para responder é só acessar as redes sociais da Alego.

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