Caminhos: como pessoas comuns construíram histórias incríveis

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Em meio a tantas vidas perdidas na pandemia e aos problemas sociais e econômicos decorrentes da covid-19, muitas vezes nos vemos sufocados diante de tantas notícias difíceis. Não por acaso, histórias de pessoas que conseguiram transformar suas vidas ou a realidade em que vivem emocionam e viralizam nas redes sociais – e ganham mais espaço até mesmo nas mídias tradicionais.

“Histórias inspiradoras são muito importantes. A ausência delas pode criar um deserto imaginativo, um empobrecimento da nossa capacidade de fantasiar e sonhar”, explica o psicanalista Christian Dunker.

Neste episódio, a equipe do Caminhos da Reportagem foi atrás de histórias de pessoas que enfrentaram grandes obstáculos, sejam sociais, físicos ou econômicos, e conseguiram romper essas barreiras. O que elas têm em comum?

“Há alguns estudos que apontam alguns traços naqueles que conseguem fazer esta virada. E um traço que eu acho muito interessante é que são pessoas capazes de prospectar o futuro”, afirma Dunker.

As oportunidades que surgiram na trajetória dos nossos personagens fizeram toda a diferença para que suas histórias tivessem um final diferente.

Vamos contar a história da bailarina Vitória Bueno, que nasceu sem os braços e brilha nos palcos desde os 5 anos. Também vamos conhecer a modelo Maju de Araújo, primeira estrela com síndrome de down de uma gigante do mercado de beleza e, ainda, o fotógrafo Ranimiro Lotufo, que não deixou de praticar esportes radicais mesmo depois de perder uma perna em um acidente com um parapente.

A jornalista e fundadora da ONG Escola de Gente, Cláudia Werneck, lembra que devemos evitar o discurso simplista da superação ao contar essas histórias e lembra que a inclusão é um benefício para toda a sociedade – não apenas para o indivíduo com deficiência.

“A inclusão é utilizada, conceitualmente, de forma muito equivocada. É como se você fizesse inclusão pra alguém, inclusão é uma proposta sistêmica. Todo mundo ganha com a inclusão”, aponta.

Em Goiânia (GO), São Luís (MA) e Campinas (SP), vamos trazer a história de três brasileiros que, por meio da educação e do esporte, conseguiram transpor cenários de pobreza e vulnerabilidade social.

A farmacêutica Thauany Galvão conseguiu uma bolsa de pós-graduação em Harvard (EUA), e a oceanógrafa Lis Maria Matos partiu para um mestrado no Reino Unido. Ambas são ex-alunas de escola pública e transformaram suas vidas com muito esforço e dedicação aos livros.

E o educador físico Pablo dos Santos apostou todas as fichas no esporte para trilhar um caminho diferente do que lhe era oferecido na periferia onde vivia.

“É preciso muito cuidado com histórias inspiradoras, porque elas são, por definição, excepcionais, não são a regra. E elas podem criar mensagens do tipo ‘basta você se sacrificar, se esforçar, se dedicar, Mas não é bem assim por condições sociais, de desigualdade”, pondera Dunker.

 

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