Campanha Outubro Rosa, de prevenção ao câncer de mama, alerta sobre os cuidados para o diagnóstico precoce

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O Outubro Rosa, movimento internacional de conscientização para a prevenção do câncer de mama, é celebrado anualmente com o objetivo de compartilhar informações e promover a conscientização sobre a doença. E é com este intuito que a Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego), mais uma vez, promove atividades para conscientizar seus servidores sobre a prevenção desse mal. 
Dentre as ações desenvolvidas pela Casa para lembrar a data, na manhã desta quinta-feira, 14, todos os servidores que chegam à Casa de Leis estão sendo recebidos por uma equipe da Diretoria de Saúde e Meio Ambiente do Trabalho da Casa, que entrega folhetos informativos com propostas educativas para que as mulheres, de forma direta e por meio de sua família, principalmente dos companheiros, de forma indireta, possam compreender que pequenos atos, como o simples fato de se observar, através do exame de toque, podem salvar vidas.
Além do folheto, os servidores e visitantes do Legislativo goiano recebem máscaras e um pingente de laço, ambos na cor rosa, para simbolicamente lembrar do momento atual de cuidado consigo mesmo e com o próximo e não esquecer a feminilidade, que às vezes se esconde. Nas instalações físicas do Palácio Alfredo Nasser encontra-se, ainda, disponibilizado um banner no saguão principal, chamando a atenção das mulheres para a necessidade da prevenção do câncer de mama e, na entrada do prédio, uma escultura em forma de um enorme laço rosa, símbolo da campanha, e visível a todos que passam pela região.
Palestra
Ainda em alusão ao tema, na manhã desta quinta-feira, 14, foi realizada uma mesa-redonda, com participação do médico mastologista Antônio Leite, e de Kamila Vieira, esposa do presidente da Alego, deputado Lissauer Vieira (PSB). O encontro foi no Salão Nobre Henrique Santillo.
O diretor de Saúde e Meio Ambiente do Trabalho, Marcos Antônio Nogueira, fez a abertura do evento e destacou a importância do Outubro Rosa para a conscientização da sociedade sobre a doença. “A campanha têm uma relevância muito grande para a sociedade, é momento de falarmos sobre a doença e propagarmos o conhecimento sobre ela”, disse.
Após a abertura, Kamila Vieira falou sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer. Ela contou seu drama pessoal familiar, por ter perdido a mãe para o câncer de mama em 2018. "Ela se tratou por dez anos de um problema que descobriu, infelizmente, numa fase já avançada. Ela não fazia a mamografia, não procurava especialistas para consultas de rotina, e quando o problema foi diagnosticado já era tarde. Minha mãe faleceu com 59 anos, nova, sofreu muito e, infelizmente, se foi.”
Em contrapartida ela relatou seu aprendizado sobre a doença e a experiência de sua cunhada, que com o acompanhamento adequado, conseguiu se curar. “Depois desse tempo entendo o valor de nos cuidarmos, de procurarmos especialistas e acompanharmos nossa saúde. Minha cunhada, ao contrário de minha mãe, descobriu o câncer no início e, graças a Deus, hoje ela está bem, se tratou, se recuperou e é exemplo da importância de se cuidar”, disse.
Esforço
O mastologista Antônio Leite iniciou sua participação agradecendo à Alego pela iniciativa e disse que o Outubro Rosa é um esforço contínuo no sentido de despertar a atenção para o cuidado que o câncer de mama exige. Ele contou que quando chegou em Goiás, há 23 anos, existiam, em todo o estado, 20 mastologistas e que hoje esse número multiplicou. “Ao longo desse tempo tivemos uma redução importante da mortalidade pelo câncer de mama, dada essencialmente aos avanços e aos cuidados que as mulheres cada vez mais dedicam às suas mamas”, apontou.
Segundo o médico, essa atenção é que faz a diferença e salva vidas. “É o diagnóstico o principal ponto de partida para um tratamento de sucesso. Porém ele só é conseguido se existe uma atitude de busca, de cuidado, e principalmente de atenção. Uma vez encontrado em estágios iniciais, nós temos a possibilidade absoluta de cura para o câncer de mama. Lamentavelmente ainda vemos mulheres que negligenciam esses cuidados e chegam para os seus atendimentos em fases praticamente terminais”, alertou o especialista.
Após sua introdução, Leite abriu espaço para que os participantes pudessem fazer perguntas e levantar ideias no sentido de trazer luz ao debate. 
Palestrante
O mastologista Antônio Leite formou-se em medicina em 1991, pela Universidade Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), onde também realizou a residência em mastologia no Hospital das Clínicas, com título de especialista em mastologia e habilitação em mamografia. Além da atuação como mastologista na Clínica Ela, em Goiânia, ocupa a cadeira de professor de mastologia, na Unifimes, em Mineiros, e o cargo de legista da Polícia Científica em Rio Verde.

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