Comissão de Ciência e Tecnologia discute crise na indústria de semicondutores

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A Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados discute na próxima segunda-feira (9) os impactos da crise global de semicondutores no Brasil. Segundo o deputado Alceu Moreira (MDB-RS), que propôs a realização da audiência, a crise dos chips semicondutores atingiu diferentes setores da indústria em todo o mundo. “Desde eletrodomésticos, até automóveis, passando pelos consoles, diversas empresas precisaram alterar os esquemas ou até paralisar suas linhas de produção por conta da escassez do componente”, afirma Moreira.

“Trata-se de um fenômeno de escala global, em grande parte causado pelas incertezas econômicas de grande espectro trazidas pela pandemia de Covid-19”, avalia o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP), que também pediu o debate.

“Quando a crise sanitária evoluiu para pandemia, houve uma abrupta retração no consumo em nível mundial. Praticamente todas as atividades econômicas foram suspensas ou significativamente reduzidas, incluindo a produção fabril”, explica Lippi ressaltando que o processo de produção de chips demora de quatro a cinco  meses.

“O que se viu, então, foi um verdadeiro efeito dominó absolutamente sem precedentes na indústria de semicondutores, em que a velocidade da retomada da produção por parte de fabricantes de bens de consumo não foi acompanhada pela indústria que é responsável pela base de sustentação tecnológica do mundo. Com isso, praticamente toda atividade produtiva que depende de chips se viu diretamente impactada.”

Apoio ao setor
Por isso, Alceu Moreira considera fundamental ter uma política nacional de apoio à indústria de semicondutores. “Essa é uma indústria estratégica no mundo e
não podemos desistir de participar como produtores, porém, estamos prestes
a ter o vencimento da política pública que incentiva o surgimento e expansão
da indústria nacional de semicondutores”, lamenta.

O fim do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores (Padis), segundo o deputado, afetará sobremaneira esse setor no Brasil. “A prorrogação depende de nova legislação, que precisa ser sancionada ainda neste ano”, alerta.

Vitor Lippi também defende políticas de estímulo à indústria de semicondutores, como o Padis, para quebrar a relação de dependência do País em relação aos produtores de chips, em sua maioria concentrados em países asiáticos.

Debatedores
Foram convidados para discutir o assunto com os parlamentares, entre outros:
– o secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo César Rezende de Carvalho Alvim;
– o presidente da Associação dos Colaboradores do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Acceitec), Silvio Luís Santos Junior;
– a diretora de Inovação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Gianna Cardoso Sagazio;
– o presidente executivo da Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato; e
– o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Semicondutores (Abisemi), Rogério Nunes.

 

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