Aparecida realiza “Semanão contra o Aedes” no setor Garavelo

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Nesta semana, de 23 a 28 de maio, a Secretaria de Saúde de Aparecida (SMS) reforça o trabalho de prevenção ao mosquito Aedes aegypti no setor Garavelo. O local tem mais de 11.500 imóveis e é o terceiro bairro da cidade com o maior número de casos confirmados de dengue, uma das principais doenças transmitidas pelo mosquito. Chamada de “Semanão contra o Aedes”, a ação conta com visitas domiciliares para vistoria e orientação sobre medidas de prevenção ao inseto. Mais de 30 agentes de saúde estão percorrendo as casas do bairro.

“Nossos agentes estão atuando no bairro fazendo o combate e a prevenção ao aedes. Porém, é sempre bom lembrar que não adianta o Poder Público fazer esse combate sem a adesão da população. Considerando que 80% dos focos do mosquito estão nas residências, sabemos que falta aquele cuidado das pessoas em tirar alguns minutos para vistoriar e limpar seus imóveis”, alerta o coordenador interino de Vigilância Ambiental, Flávio Ned Alves.

O gestor orienta os moradores de Aparecida para que façam essa vistoria residencial pelo menos uma vez por semana: “Todos são responsáveis por suas casas, comércios e locais de trabalho e devem dar atenção especial aos quintais, calhas, vasos de plantas, vasilhas diversas e ocos de árvores, dentre outros locais e objetos que possam armazenar água”. Flávio Ned destaca ainda que quem souber de algum possível foco pode entrar em contato com o poder público pelo telefone (62) 3545-4819 para envio de uma equipe ao local.

Lição de casa

Quem está cumprindo exatamente com as orientações da Secretaria de Saúde é a moradora Alice Ferreira de Menezes, que há 38 anos reside no mesmo endereço, no setor Garavelo. A casa dela foi uma das primeiras a receber visita da equipe do “Semanão contra o Aedes”, na manhã desta segunda-feira, 23. No local, os agentes de saúde não encontraram nenhum foco do mosquito. “Eu tomo bastante cuidado. Cuido até dos papéis, porque um simples papelzinho de bala, se acumular água, pode contribuir para a proliferação do mosquito”, afirmou a moradora.

Contudo, segundo Alice Ferreira, apesar de todo o cuidado, ela já contraiu dengue duas vezes: “Cada um tem que fazer a sua parte para não existir a doença, que poderia ser erradicada se cada morador contribuísse. Acho até uma vergonha que a Prefeitura tenha que pagar funcionários para cuidar das nossas casas, olhar o que é nosso. Se cada um fizer a sua parte, a dengue vai embora. Eu recebo bem as equipes, elas estão fazendo o serviço delas e eu já fiz o meu”.

Prevenção
Outra que recebeu os agentes no primeiro dia do “Semanão contra o Aedes” foi a engenheira Jordana Cristina, responsável técnica por uma obra particular no setor Garavelo. Ela deu aula sobre prevenção ao mosquito: “Aqui na obra, para evitar possíveis focos, utilizamos um tambor no qual colocamos a água que usamos nos trabalhos e sempre retiramos essa água ao final. Quando paramos nos finais de semana, esvaziamos o tambor e deixamos virado. São medidas pontuais para evitar o acúmulo de água. É importante essa fiscalização da Secretaria de Saúde, principalmente em obras, porque são locais com acúmulo de entulho, lixo, e portanto acho que é um dos principais locais para se ter essa vigilância”.

Dengue no município

Segundo o último boletim da SMS, referente a semana epidemiológica 19, somente neste ano já foram notificados 12 mil casos de dengue na cidade. Desses, 9.919 foram confirmados por meio de exames laboratoriais. 881 casos apresentaram sinais de agravamento e 21 foram considerados graves. Cinco pessoas faleceram em decorrência da doença. Outros 14 óbitos estão em investigação.

Dentre os bairros com maior número de casos de dengue confirmados, o Buriti Sereno lidera, com 548 registros. Em segundo lugar está o Jardim Tiradentes, com 282, seguido do Garavelo, com 278. Na quarta posição figura a Vila Brasília, com 251 confirmações, e em quinto o Jardim Alto Paraíso, com 249.

“Os números, de maneira geral, acendem o nosso alerta. Durante todo o ano de 2021 tivemos 10.646 casos notificados e 7.954. Neste ano, em cinco meses, já ultrapassamos esses números. Os dados nos colocam em situação de alto risco e por isso precisamos do apoio dos moradores. A luta contra o aedes é de toda Aparecida”, reforçou o coordenador interino de Vigilância Ambiental, Flávio Ned Alves.

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