Bandeiras sinalizam prioridade de atendimento nos prontos-socorros

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Para organizar o fluxo nos prontos-socorros dos hospitais, em momentos de muita procura pelos serviços, a direção das unidades define as prioridades e a capacidade de atendimento, sinalizando o grau de ocupação com bandeiras. Da mesma forma, o paciente é classificado e recebe uma pulseira, que varia de cor, conforme o risco e a gravidade do caso.

As mudanças de avaliação ocorrem por diversos fatores, que influenciam na lotação da unidade, como a movimentação no giro de leitos e articulação com referências de emergência | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

A cor da bandeira é determinada pelo gestor da unidade, que informa os bombeiros e o Samu – a central alerta todo o complexo. Os pacientes são informados logo após a triagem na unidade.

“A bandeira vermelha é decretada quando existem poucos leitos restantes para internação no serviço de emergência ou quando, por exemplo, não há mais pontos de oxigênio disponíveis em emergência”, informa o secretário-adjunto de Assistência à Saúde, Pedro Zancanaro. “É importante ressaltar que o hospital em bandeira vermelha não deixa de receber os casos graves”, destaca o gestor.

O uso das bandeiras é reavaliado de acordo com a cor. Para vermelha é a cada hora, no caso da laranja de duas em duas horas, e, se a cor for a amarela, de seis em seis horas. Isso porque o cenário pode mudar dentro desses períodos, ou mesmo em menor tempo.

As mudanças de avaliação ocorrem por diversos fatores, que influenciam na lotação da unidade, como: movimentação no giro de leitos, altas precoces com encaminhamento de forma responsável para acompanhamento ambulatorial e articulação com referências de emergência, para atendimento do fluxo represado, para unidades de pronto-atendimento (UPAs), unidades básicas de saúde (UBSs), além dos hospitais regionais.

Pacientes sem gravidade devem buscar atendimentos nas UPAs e UBSs, que são os locais mais adequados a quadros clínicos que não requerem urgência

As bandeiras decretadas nos hospitais não afetam o atendimento nas UPAs e UBSs. Pacientes sem gravidade devem buscar atendimentos nesses locais, que são os mais adequados a quadros clínicos que não requerem urgência. As cirurgias eletivas e de urgência não são afetadas pela decretação de bandeiras nas unidades de saúde.

Tempo oportuno

A diretora de Urgências, Apoio Diagnóstico e Cirurgias e coordenadora do grupo Condutor Distrital da Rede de Urgência, Juliana Leão Silvestre de Souza, explica que o uso de bandeiras possibilita o atendimento adequado em tempo oportuno.

As cores das bandeiras correspondem ao perfil de classificação do paciente. Se é decretada bandeira vermelha, quer dizer que só vai ser atendido paciente com pulseira vermelha

Ela cita a hipótese de uma unidade estar com quatro leitos e, naquele momento, ter 20 pacientes aguardando. “Se a capacidade de atendimento está limitada, é necessário o uso da bandeira para que, de momento, só sejam encaminhados os casos mais urgentes”, exemplifica.

“Embora a decretação da bandeira vermelha restrinja temporariamente o atendimento às demais classificações, é uma ferramenta de sinalização da situação da unidade, sendo importante tanto para os usuários quanto para os demais gestores das unidades de serviços de emergência e órgãos de controle e regulação de urgências, como Samu e bombeiro”, detalha Juliana.

Classificação dos pacientes

As cores das bandeiras correspondem ao perfil de classificação do paciente. Se é decretada bandeira vermelha, quer dizer que só vai ser atendido paciente com pulseira vermelha. No caso da bandeira laranja, são atendidos dessa cor e da vermelha. Assim o atendimento vai sendo ampliado, incluindo as cores amarela e verde, explica a diretora.

Pelo grau de seriedade e de impacto no atendimento, a instalação da bandeira vermelha é atribuição privativa do nível hierárquico de superintendente regional ou do diretor geral de unidades de referência distrital. Há ainda a bandeira negra, que é reservada para os casos que afetem a unidade hospitalar e não permitam o funcionamento mínimo, podendo oferecer risco à saúde dos pacientes ou dos trabalhadores, como em caso de incêndio, contaminação, falha na estrutura do prédio. A instalação da bandeira negra cabe exclusivamente ao secretário de Saúde.

O Protocolo de Classificação de Risco é uma diretriz da Política Nacional de Humanização e é também o balizador do atendimento das portas de urgência e emergência para os pacientes

Em casos de bandeira vermelha, é preservada a capacidade de atendimento no hospital dos pacientes que também estejam com a pulseira vermelha. São doentes que precisam de atendimento médico imediato e com risco iminente de morte.

A bandeira laranja indica o atendimento para pacientes com classificação da mesma cor e a vermelha. O significado laranja é de potencial risco de agravo com necessidade de atendimento médico e assistência de enfermagem contínua.

A cor amarela na bandeira preserva a capacidade de atendimento para os pacientes com a pulseira da mesma cor, além da laranja e da vermelha. Os pacientes que recebem essa cor de pulseira podem ser atendidos em consultório médico do pronto atendimento por ordem de chegada.

Já a bandeira verde significa que há capacidade plena de atendimento no hospital. Os pacientes com pulseiras verdes e azuis podem ter as demandas absorvidas pelas unidades de pronto atendimento (UPAS) e nas unidades básicas de saúde (UBSs). Os pacientes com as pulseiras nessas duas cores são aqueles sem prioridade no atendimento, como no caso de marcação de consulta.

O Protocolo de Classificação de Risco é uma diretriz da Política Nacional de Humanização e é também o balizador do atendimento das portas de urgência e emergência para os pacientes. Já a classificação das bandeiras dos hospitais está de acordo com a Portaria nº 386, de 2017, e é uma ferramenta de gestão que organiza a fila de espera. O modelo auxilia as equipes assistenciais a priorizar o atendimento a quem mais precisa. Acesse aqui a portaria.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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