Brasil se apresentou como protagonista nas discussões do clima

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Chegou ao fim nesta quinta-feira (17/11), a programação do Pavilhão Brasil na 27ª Conferência Climática das Nações Unidas (COP27), que ocorre em Sharm el-Sheikh, no Egito. 

Para o secretário de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Marcus Paranaguá, os painéis realizados no Egito e no estúdio montado na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília, mostraram a importância do Brasil na discussão do clima em nível mundial.  “Aqui, discutimos todas as rotas para o Brasil e para o mundo na descarbonização da economia, geração de energia renovável, eólica onshore, offshore, solar. O Brasil como um ator cada vez mais relevante na cena internacional por ser o detentor do grande potencial de produzir energias limpas e renováveis, já com uma matriz elétrica de 85% limpa, caminhando para a matriz energética 50% limpa. Um país que garante a segurança alimentar do mundo ao passo que descarboniza a sua própria economia e se torna um parceiro internacional nessa discussão do clima”, ressaltou. 

Já o secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do Ministério do Meio Ambiente, Marcelo Freire, lembrou do papel relevante do setor privado na pauta ambiental. “A COP27 fica marcada como a grande COP na qual o brasileiro deixou de ter qualquer dúvida do quanto o Brasil é uma potência de descarbonização para o mundo, é uma potência agroambiental, é uma potência da indústria, que é um grande apontador de soluções para descarbonização, para a cadeia de suprimento global”, afirmou.  

O embaixador e secretário de Assuntos Multilaterais Políticos, Paulino Franco de Carvalho Neto, explicou que as negociações envolvendo os países para um acordo são muito complexas, pois dependem do consenso de todas as partes, nada é decidido por voto de maioria. 

Carvalho Neto lembrou que as discussões do clima começaram em 1992, quando foi concluída a Convenção Quadro das Nações Unidas para as Mudanças do Clima, a Rio92. Nesses 30 anos, as discussões foram aprofundadas e culminaram com o Acordo de Paris, que prevê que todos os países têm responsabilidade no esforço urgente de conter o aumento da temperatura média do planeta e, portanto, a necessidade de redução dos gases de efeito estufa. Agora, chegou a vez de discutir os recursos financeiros para que isso ocorra. “Aqui, mais especificamente em Sharm el-Sheikh, o objetivo principal das negociações envolve um aspecto sem o qual nenhum desses propósitos que pretendemos alcançar poderão ser realizados, que é, exatamente, os meios de implementação, que em palavras mais simples significa, quem vai pagar essa conta e como ela será paga, ou seja, financiamento”, explicou. 

O embaixador afirmou que espera que a COP27, ao menos, indique o mapa do caminho de como esses recursos serão obtidos. 

A secretária da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Julie Messias, ressaltou a importância da aliança entre Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo, detentores das maiores florestas tropicais do mundo. O objetivo da criação da coalizão é valorizar a biodiversidade dos países e promover remuneração justa pelos serviços ecossistêmicos prestados pelas três nações, especialmente via crédito de carbono de floresta nativa. Segundo ela, a agenda ambiental e a agenda econômica precisam andar juntas. “Precisamos entender que o fomento ao desenvolvimento social e econômico é a garantia da manutenção das nossas florestas, da nossa biodiversidade. É impossível não conciliar a economia com a manutenção dessas florestas. A gente conseguiu demonstrar, aqui nesta COP, a integração de todos os setores que formam a sociedade brasileira dentro deste espaço, discutindo qual é o caminho da descarbonização do nosso país”, ressaltou. 

A 27ª Conferência Climática das Nações Unidas encerra nesta sexta-feira (18/11), quando os países vão divulgar um documento com os acordos fechados durante o evento. 

Todos os painéis apresentados na COP27 podem ser acessados no canal do Ministério do Meio Ambiente no Youtube.

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