Inscrições para o concurso fotográfico Yocihar Maeda terminam nesta terça-feira, 18. Prêmios vão de R$ 1 mil a R$ 4 mil

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Terminam na próxima terça-feira, 18, as inscrições para a terceira edição do concurso fotográfico Yocihar Maeda, promovido pela Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). Assim como na primeira e segunda edições, a competição está voltada para fotógrafos profissionais e amadores que podem realizar suas inscrições no site oficial, respeitando algumas regras básicas.
Essa terceira edição do concurso, intitulada “Viver em Goiás – Clique Cotidiano”,  surge com nova proposta que envolve paisagens urbanas ou naturais, além de pessoas e monumentos, uma vertente bastante diferenciada das temáticas anteriores, relacionadas ao isolamento social e um modo de vida afetado pela pandemia de covid-19.  A ideia é captar a beleza ou propor um olhar diferente sobre momentos do dia a dia.
Entre os finalistas, profissionais e amadores, seis fotos serão escolhidas, ou seja, três participantes de cada uma das categorias, os quais serão premiados com valores que variam entre R$ 1 mil e R$ 4 mil, além de troféus. Podem participar pessoas de todas as idades, exceto servidores, estagiários e trabalhadores terceirizados da Alego. 
Além de premiação os vencedores ganham muita visibilidade
De iniciativa da Diretoria de Comunicação Social da Casa de Leis, o concurso fotográfico Yocihar Maeda, busca registros com olhares diferenciados e, pretende ainda, aproximar a sociedade do Legislativo goiano. Além disso, pode promover visibilidade, desenvolvimento e crescimento profissional para os vencedores, em qualquer uma das categorias.
“Quando fiquei classificado de imediato já tive um crescimento profissional. Com a visibilidade surgiram oportunidades de emprego em dois grandes veículos de comunicação, um inclusive de âmbito nacional. Outra conquista foi um reajuste salarial no veículo que eu já trabalhava”, relata Jucimar de Sousa, que ficou em segundo lugar na primeira edição do concurso e foi campeão da categoria profissional na edição de 2021. 
Ele ressalta que a iniciativa da Alego propicia valorização à arte e cultura goiana, bem como dos profissionais da área. “A fotografia é uma paixão na vida de muita gente e um concurso como esse, promovido pela Assembleia Legislativa, é importantíssimo, uma vez que valoriza e incentiva artistas regionais, proporcionando oportunidade tanto para profissionais quanto amadores”, pontua Jucimar. 
Com relação às suas fotos vencedoras, Jucimar conta que seu registro profissional veio da janela de um carro, com a imagem de um músico que tentava arrecadar dinheiro, com o seu trabalho, em um sinaleiro da capital. Contemplando a temática “Um olhar pela janela”, a primeira edição foi voltada ao isolamento social em função da pandemia. 
“Eu imaginei que muitos candidatos iriam usar janelas de casa nas composições e eu buscava uma janela diferente. Como os bares foram fechados, muitos cantores buscaram a rua como palco e as janelas dos veículos eram de onde o público assistia e ajudava os músicos no sustento de suas famílias. Encontrei um artista que tocava violão e cantava durante o sinal fechado. Fiz o registro, pedi autorização do personagem por escrito, de acordo com a exigência do concurso, e cadastrei a foto com o título ‘Do palco pra rua’”, lembra.
Já a segunda edição teve como temática “Os desafios da educação em tempos de pandemia”. A foto vencedora na categoria profissional revela, em primeiro plano, uma criança entrando na escola e correndo para a sala de aula, com uma máscara de proteção facial no rosto. Ao fundo sua responsável olha do lado de fora, entre as grades do portão, também com o rosto coberto por máscara.
“A expressão da aluna era de alegria, em rever professores e coleguinhas, enquanto o sentimento da mãe que estava no portão da escola era de apreensão e medo, insegura da decisão que havia tomado em permitir o retorno da filha à sala de aula, em tempos instáveis de pandemia, com altas e baixas nos casos de covid-19”, detalha Jucimar, que afirma ter buscado inspiração a partir de uma experiência própria”, recorda-se Jucimar.
Foto intitulada “Alumia” vence categoria amadores
Vencedora da categoria amadora da segunda edição do concurso com a foto intitulada “Alumia”, Stefanny Alves, mostra um universitário estudando no celular, à luz de velas. De acordo com a participante, o registro foi feito em casa, com seu irmão, durante um período de ensino a distância em função da pandemia.
“Eu acompanhei todos esses perrengues, de queda de energia, internet, dentre outros, e foi o que resolvi retratar na foto. Funcionou, a foto ficou bacana, gostei muito do resultado e decidi me inscrever. Porém, despretensiosamente. Não achava que eu ia ganhar. Mas me inscrevi ao menos para participar, pois acreditei que seria uma experiência muito interessante”, conta.
O valor da premiação foi utilizado pela campeã na aquisição de um equipamento fotográfico para seguir em frente, na área. Ela conta que sempre gostou muito de fotografia, mas seu contato era mais tímido. “Depois que participei do concurso, me senti muito mais motivada para desenvolver esse olhar diferente não só para as coisas do dia a dia, mas também para a cidade. Às vezes eu estou passando na rua e vejo alguma arte ou algo acontecendo e já me desperta o interesse para fotografar.”
Concurso é um momento marcante para muitos profissionais
“Ver minha foto exposta e premiada foi como receber uma certificação de todo meu trabalho, um grande motivo de orgulho”, revela o também fotógrafo Hugo de Paula Oliveira, que conquistou o terceiro lugar da categoria profissional na primeira edição do concurso, no ano de 2020, enfatiza o momento como algo marcante em sua carreira e acredita ser assim também para muitos outros profissionais. 
Intitulado por “Máscaras Desiludidas”, o registro do profissional mostra, em silhueta, máscaras penduradas na rede de proteção da janela de um apartamento, contrário à luz do sol, com o formato da expressão de angústia. “A ideia foi passar o sentimento de tristeza de ter que ficar confinado em casa devido à covid-19, principalmente nos belos dias do ano”, explica Hugo.
O vencedor da primeira edição considera que participar do concurso Yocihar Maeda foi uma experiência muito prazerosa e surpreendente. Ele considera que essa foi uma grande oportunidade de mostrar um pouco do seu trabalho/arte para mais pessoas por ter ficado entre os premiados, uma vez que decidiu fazer uma foto conceitual e despretensiosa. 
Yocihar Maeda empresta seu nome para concurso fotográfico da Alego 
Promovido em homenagem a um dos maiores profissionais do cenário fotográfico goiano, o concurso rememora a passagem de Yocihar Maeda, ou Maedinha (como era conhecido entre os mais próximos), pelo Legislativo estadual, onde atuou por mais de 30 anos. O homenageado foi um dos profissionais de fotografia mais requisitados pelos deputados estaduais, diretores e colegas de trabalho nos anos em que esteve na Casa.
Maeda iniciou sua carreira na Assembleia ainda no ano de 1988. Desde o princípio, atuou no departamento de imprensa da Alego tendo, no decorrer de sua passagem, cativado todos os que com ele conviviam.
O fotógrafo, nascido em 3 de agosto de 1952, faleceu em 27 de janeiro de 2020, aos 67 anos, vítima de um câncer na bexiga. Maeda, que era natural do Mato Grosso do Sul, deixou duas filhas e dois netos, além de um vasto legado, sinônimo de humildade, empatia, hombridade e muito talento.

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