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 Defesa de Marconi repudia ação deflagrada pela PF e diz que busca e apreensão tem caráter eleitoreiro - Jornal Brasil em Folhas - Mobile
Defesa de Marconi repudia ação deflagrada pela PF e diz que busca e apreensão tem caráter eleitoreiro

A defesa do ex-governador Marconi Perillo, candidato ao Senado Federal, se manifestou na manhã de hoje por meio de nota em que repudia a ação deflagrada pela Polícia Federal, que resultou em busca e apreensão em endereços ligados a Marconi. Na nota, assinada pelo advogado Kakay, a defesa afirma que a operação tem caráter eleitoreiro e abuso de poder por parte do Ministério Público e do Poder Judiciário, já que se trata de acusação sem provas. “Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito”, enfatizou a defesa, sobre o mandado de busca e apreensão.

A defesa afirma que não há preocupação alguma com a investigação, que a palavra do delator é isolada e não há, “sequer en passant, qualquer fiapo de indício contra Marconi Perillo”. “É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a estabilidade democrática”, afirma.

A defesa de Marconi ressalta, ainda, que o ex-governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014, e que “a falta de contemporaneidade, já decidiu várias vezes o Supremo Tribunal,é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão”. Leia, a seguir, a nota na íntegra:

NOTA

A Defesa do ex-governador Marconi Perillo vem a público explicitar o mais veemente repúdio à ação deflagrada hoje em Goiás.

O ex-governador foi citado na delação da Odebrecht por fatos ocorridos em 2010 e 2014. É evidente que os fatos devem ser apurados e a Defesa não tem nenhuma preocupação com a investigação.

A palavra do delator é isolada e não há, sequer en passant, qualquer fiapo de indício contra Marconi Perillo. A busca e apreensão na residência do ex-governador há 9 dias da eleição assume um caráter claramente eleitoreiro e demonstra um abuso por parte do Ministério Publico e do Poder Judiciário.

É, sem dúvida, uma clara interferência, indevida e perigosa, contra a estabilidade democrática. Os fatos citados pelo delator, sem provas, se referem a questões antigas. A falta de contemporaneidade, já decidiu várias vezes o Supremo Tribunal,é impeditivo de prisões e qualquer outra medida constritiva contra qualquer cidadão.

Importante esclarecer que NÃO é verdade que o ex-governador teve mandado de prisão decretado, mas teve busca e apreensão e esta medida, neste momento, já é uma grave agressão. Uma violência inexplicável ao estado democrático de direito.

A Defesa vem denunciando, há tempos, a espetacularização do direito penal e a criminalização da política.

KAKAY.





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