Mendanha propõe programa Goiás Sem Fome

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Cerca de 1,3 milhões de goianos vivem abaixo da linha de pobreza em Goiás e mais de 200 mil deles não recebem nenhum benefício social, segundo o Ministério de Desenvolvimento Social. O número alarmante chamou a atenção do candidato ao Governo de Goiás Gustavo Mendanha (Patriota), para focar em propostas do plano de governo que resolvam a situação em uma eventual gestão. Com ações pensadas em conjunto com especialistas em gestão pública foi desenvolvido um programa de Proteção Social.

Para socorrer as famílias que estão em situação de vulnerabilidade social, de forma emergencial, a proposta apresentada na noite desta segunda-feira (5), durante o programa da coligação Estado Inteligente, é o “Goiás Sem Fome”, que consiste em repassar o valor de R$ 210 para cada membro de uma família, ou seja, um núcleo familiar composto por 4 pessoas receberá o total de R$ 840 reais, o suficiente para custear itens básicos, levando comida à mesa de todos os goianos.

Na prática, os benefícios sociais concedidos pelo estado estarão alinhados à política do Sistema Único de Assistência Social e serão custeados pelo Fundo de Proteção Social do Estado de Goiás (Protege Goiás), que hoje arrecada R$ 1,8 bilhão por ano.

Estudos recentes apontam o cenário goiano como um dos piores do Brasil, sendo o 5° Estado onde a pobreza mais cresceu, dado levantado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Uma das causas foi a pandemia, principalmente por conta do aumento do desemprego, ocasionado pelo fechamento do comércio.

Essa é uma das duras críticas de Mendanha ao seu oponente, Ronaldo Caiado (União Brasil), que durante o governo, “de uma forma truculenta, determinou o fechamento das empresas e colocou empresário contra funcionário”. Além disso, durante os primeiros anos de gestão, Caiado acabou com o programa social Renda Cidadã, que era uma evolução do programa de Solidariedade Humana, implantado pelo então governador Maguito Vilela (MDB), em 1995, que consistia na distribuição de cestas básicas e pão e leite.

Naquela época, não havia nenhum programa social. O Renda Cidadã transferia renda por meio de cartão de débito, mas o atual governador acabou com o programa e só voltou agora, às vésperas das eleições, lançando o projeto “Mães de Goiás”, que atinge 100 mil mães, com repasse de apenas R$ 250 para toda a família.

Para garantir que o recurso chegue a quem mais precisa, a inteligência artificial será utilizada para investigar possíveis fraudes em benefícios sociais.

As famílias incluídas no programa Goiás Sem Fome serão acompanhadas em um painel com indicadores de evolução, com foco na capacitação e encaminhamento para o mercado de trabalho. “Como eu digo sempre: o melhor programa social é o emprego! Vamos levar comida à mesa dos goianos para que eles tenham condições de estudar e trabalhar. Em Aparecida, nós geramos mais de 120 mil postos de trabalho. Faremos o mesmo em Goiás”, afirma.

Devolução do valor do ICMS em cesta básica para população carente

Outro item do plano de gestão da coligação Estado Inteligente dentro do programa Goiás Sem Fome é a devolução do valor do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incidir sobre a cesta básica para que as famílias cadastradas possam aplicar mais recursos na região onde moram, fomentando a economia local. Todo o dinheiro será concentrado em um único cartão, sem a necessidade de pegar filas para receber o benefício.

Garantia de acesso de serviços essencias para as famílias

No programa social de Mendanha, o candidato acrescentou ações de promoção a inclusão digital e o Tarifa Zero, que engloba os serviços de água e energia.

Para garantir a inclusão digital das famílias mais carentes serão disponibilizados pelo governo estadual 50 Gigabytes em dados móveis em um aparelho escolhido pela família. Gustavo defende a importância do acesso para a capacitação e procura de uma vaga no mercado de trabalho, isso sem falar nos adolescentes e jovens que precisam de Internet para sociabilidade, além de estudos.

No Tarifa Zero, as famílias beneficiadas que consumirem até R$ 80 do serviço de água e até R$ 150 de energia elétrica, serão isentas do pagamento.

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