Rio: mostra na Câmara Municipal convida público a descobrir Santa Cruz

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A casa de veraneio da família imperial, o antigo cais imperial da Baía de Sepetiba, o complexo arquitetônico da Escola Mixta Dom João e as ruínas da casa do último vice-rei do Brasil são alguns dos legados deste período da história brasileira que podem ser visitados em Santa Cruz, bairro da zona oeste do Rio de Janeiro, reconhecido como bairro imperial neste ano.

A conquista do título está sendo comemorada com a exposição Santa Cruz: Um Bairro Imperial no Bicentenário da Independência do Brasil, inaugurada nesta semana no saguão do Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro.

Organizada pelo movimento Descubra Santa Cruz RJ, em parceria com o Núcleo de Orientação e Pesquisa Histórica de Santa Cruz e o Santa Cruz Shopping, a exposição fica em cartaz até 16 de agosto. A entrada é gratuita, e o público poderá ver 16 lâminas com fotografias e informações sobre a importância do bairro para a cidade.

Santa Cruz é o segundo bairro reconhecido como imperial na cidade. O primeiro foi São Cristóvão, reconhecido em 2007. Segundo o projeto Descubra Santa Cruz, depois do reconhecimento, São Cristóvão recebeu várias melhorias voltadas para o turismo local, com benefícios inclusive no transporte público.

Inspirada por São Cristóvão, Andressa Lobo criou o Descubra Santa Cruz com o objetivo de levar à Câmara dos Vereadores o pleito de também reconhecer este bairro como imperial.

“É muito bom ocupar a Casa do Povo, que agora recebe a nossa história e vai reproduzi-la aos visitantes que frequentam o centro do Rio. Através da exposição, eles vão poder conhecer um pouco mais nosso bairro e descobrir que a história do Rio de Janeiro não está restrita ao centro ou à zona sul. Na zona oeste, temos também muita história para contar”, disse, em nota, Andressa, que foi homenageada na inauguração da exposição.

A legitimação de Santa Cruz como bairro imperial foi em maio deste ano, por meio de lei municipal que reconhece a importância histórica e cultural da região e determina que o Poder Executivo adote as medidas necessárias para divulgação de fatos que justificam a relevância local.

A exposição pode ser visitada de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h. O Palácio Pedro Ernesto fica na Praça Floriano, na Cinelândia.

*Estagiária sob supervisão de Mario Toledo

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