Saúde e Rede Hemo se unem para rastrear portadores de anemia falciforme

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Para identificar pessoas adultas, em fase reprodutiva, com anemia falciforme ou traço falcêmico, representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e da Rede Estadual de Hemocentros – Rede Hemo se reuniram para definir a estratégia de mapeamento genético na população quilombola do Estado.

Levantamento realizado pela Coordenação de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Raras (Coras) e pela Subcoordenação de Atenção à Saúde da População Negra (Saspnegra), da SES apontou que existem hoje cerca de 30 mil pessoas vivendo em comunidades quilombolas em Goiás, e que farão o exame de eletroforese de hemoglobina para detecção da doença, a partir de maio deste ano.

Segundo a subcoordenadora da Saspnegra, Fabíola Santos, a população negra tem uma predisposição genética para ter anemia falciforme ou o traço falcêmico, e muitos não têm conhecimento sobre a doença. “Essa parceria com a Rede Hemo irá permitir que seja feito um rastreio de quantas pessoas adultas com anemia falciforme existem nessas comunidades e, com isso, potencializar a qualidade do acesso à saúde dessa população”, afirma.

Fabíola lembra que também será possível a identificação de pessoas que têm apenas o traço falcêmico, uma condição na qual a doença não se manifesta, mas que pode ser transmitida hereditariamente.

A diretora técnica da Rede Hemo, Ana Cristina Novais, explica que cabe ao Hemocentro, que tem um perfil de atendimento de doenças hematológicas, garantir um acompanhamento médico adequado aos portadores de anemia falciforme. “Esse projeto é muito importante, porque nos trará dados estatísticos importantes nas tomadas de decisões relacionadas à anemia falciforme”.

Ana Cristina destaca que, por se tratar de uma doença genética, a assistência especializada permitirá maior qualidade de vida aos portadores da doença e contribuirá para o futuro das comunidades quilombolas em Goiás.

Sobre a doença
A anemia falciforme é uma doença hereditária caracterizada pela alteração em uma proteína denominada hemoglobina, que faz parte dos glóbulos vermelhos do sangue. Em condições de estresse, como infecções, desidratação e esforço físico, essa proteína sofre uma alteração estrutural e os glóbulos vermelhos (hemácias) tornam-se parecidos com uma foice, daí o nome falciforme.

Essas células com estrutura alterada geram os sintomas da doença, entre eles, anemia, crises de dor óssea, infecções recorrentes e danos progressivos aos órgãos. Para que o portador da doença possa manter a enfermidade sob controle, é de fundamental importância que realize exames periodicamente e receba o tratamento para prevenção e controle das complicações potenciais.

No Brasil, os portadores de anemia falciforme representam cerca de 8% dos negros, mas pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda, devido à intensa miscigenação no País. O diagnóstico precoce é realizado pelo Teste do Pezinho, mas se a doença não for detectada no nascimento e a criança apresentar sintomas como infecções recorrentes, fadiga, icterícia, úlceras nos membros inferiores, ou quadros de pneumonia, é um sinal de que algo está errado. Nesse caso, o exame que detecta a anemia falciforme é a eletroforese de hemoglobina, um exame laboratorial específico que analisa a presença da hemoglobina S.

Thalita Rodrigues (texto e foto)/Idtech

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