TSE manda excluir publicação que liga Lula à Suzana Von Richthofen

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A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Maria Cláudia Bucchianeri ordenou que o Twitter remova diversas postagens que associam o presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva a Suzana Von Richthofen, que foi condenada pelo assassinato dos próprios pais.

A magistrada atendeu a pedido da coligação Brasil da Esperança, da qual faz parte a candidatura de Lula à Presidência. Na publicação que circula no Twitter, ele aparece em uma foto ao lado de uma mulher vestida de vermelho com o rosto de Richthofen inserido por montagem.

A coligação destacou que a publicação resultou numa alta 120% nas buscas pelos termos Lula e Suzane Von Richthofen, embora diversas agências de checagem já tenham desmentido a imagem e confirmado que a pessoa na foto é, na verdade, a ex-assessora parlamentar Patrícia Lélis.

Bucchianeri escreveu que a publicação possui o “deliberado propósito de induzir o eleitor a erro e de desconstruir a imagem de determinada candidatura a partir de conteúdo indubitavelmente mentiroso”.

Ela ordenou que o Twitter remova as publicações em 24 horas de oito perfis diferentes, bem como que forneça os dados de acesso, registro e endereço de IP de quem publicou a imagem, de modo a identificar os responsáveis por disseminar a desinformação.

Igrejas

Em outra representação, a ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações que associam Lula à invasão de igrejas e à perseguição de cristãos. Uma das postagens foi feita no perfil verificado do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Twitter.

Em sua decisão, a ministra afirmou que as postagens “não são críticas políticas ou legítima manifestação de pensamento. O que se tem é mensagem ofensiva à honra e imagem de pré-candidato à Presidência da República, com divulgação de informação sabidamente inverídica”.

Ela determinou que as redes sociais Twitter, Facebook e Instagram removam as publicações em 48h. Ela também fixou multa de R$ 50 mil caso posts do tipo voltem a ser publicados.

A Agência Brasil tenta contato com a defesa do deputado Eduardo Bolsonaro.

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